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Desafios para superar a homofobia no Brasil
O livro "O Cortiço", obra considerada a maior expressão do Naturalismo brasileiro, apresenta em seu enredo uma visão patologizada acerca da homossexualidade. Cerca de 200 anos após a publicação do romance de Aluísio de Azevedo, apesar do avanço no que tange à incorporação da enriquecedora diversidade, a comunidade LGBT ainda sofre com o preconceito que assola a sociedade brasileira. Dentro desse contexto, nota-se que a erradicação da homofobia constitui um grande desafio devido a diversos fatores sociopolíticos dentre os quais se destacam: a persistência da discriminação e a falta de representatividade.
A partir de tal contextualização, não se pode negar a perpetuação do julgamento prévio como um dos principais causadores dos atos mais agressivos. Nesse sentido, para Durkheim, sociólogo francês do século XIX, os indivíduos tendem a reproduzir comportamentos incorporados a sua realidade social sem refletir sobre eles. Logo, torna-se imprescindível a desconstrução da supervalorização da heterossexualidade e o estímulo à aceitação daquilo que diverge a um padrão pré-concebido pela sociedade, uma vez que somente a partir da reflexão será possível evitar que preconceitos construídos historicamente continuem sendo repetidos.
Além disso, é de extrema importância que a discriminação homofóbica torne-se uma pauta política por meio da inclusão dessa minoria no poder público. Diante disso, embora a Constituição Cidadã de 1988 tenha enunciado a igualdade e a justiça cormo valores supremos, a homofobia mata uma pessoa a cada 25 horas no Brasil segundo dados recentes do portal "O Globo". Por isso, faz-se inquestionável o aumento da representatividade como forma de garantir a segurança e a integridade humana.
Fica evidente, portanto, que os desafios para combater ações homofóbicas só serão atenuados a partir de uma união de forças entre sociedade e Estado. Para isso, a fim de promover maior discussão entre diversos setores sociais, o Ministério da Educação deve propor debates sobre homofobia em aulas de sociologia e filosofia para o ensino médio. Ademais, com o objetivo de assegurar o direito de representação da comunidade LGBT, o Legislativo brasileiro pode criar um sistema de cotas que tenha como finalidade ocupar o Congresso Nacional com um número mínimo de representantes homossexuais. Somente assim, talvez, ter-se-á uma sociedade com maior quantidade de recursos para angariar a igualdade e a justiça.
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