ENTRAR NA PLATAFORMA
Desafios para superar a homofobia no Brasil
No filme "O jogo da imitação", retratado durante a segunda guerra mundial, Alan Turing, por ser homossexual, é condenado a tomar remédios para controlar seus impulsos sexuais. Na contemporaneidade, no entanto, muitos indivíduos ainda sofrem cotidianamente por sua opção sexual, embora não mais condenados como Turing, enfrentam o preconceito e discriminação. Logo, diante desse cenário, convém ressaltar que atitudes preconceituosas contra o grupo advém de pessoas sem capacidade crítica de respeitar o semelhante, tanto por conta do falho sistema educacional quanto pela falta de diálogo intrafamiliar. Esses fatores aliados contribuem para a persistência da problemática no cenário brasileiro.

É necessário enfatizar, a princípio, a grande importância da escola na formação crítica do cidadão. Nesse sentido, no ambiente escolar, o indivíduo é direcionado a ter atitudes que não venham ofender os demais, e para isso é preciso um processo contínuo de aprendizagem sobre respeito e tolerância. Desse modo, consoante com Durkheim, às atitudes são determinados por fatos sociais, ou seja, o indivíduo age conforme convenções vigentes no meio. Outrossim, vale destacar que, de acordo com pesquisas da UNESCO, cerca de 60% dos profissionais da educação não sabem lidar com o tema em sala de aula. Isso surge como um grave cenário, visto que, se os educadores não estão capacitados para ensinar sobre o tema, as crianças ficam vulneráveis a opiniões que podem a influenciar de modo negativo quanto ao tratamento de homossexuais e promover a expansão do preconceito já enraizado na sociedade.

Ademais, é imprescindível ressaltar a forte importância da relação familiar nos casos de homofobia. Dessa forma, observa-se que na maior parte das famílias ainda persiste o modelo patriarcal da Idade Média, e muitos pais evitam falar sobre homossexualidade. Entretanto, essa atitude contribui para o agravamento da situação, uma vez que os filhos, por vezes, não são ensinados a não discriminar pessoas do grupo. Analogamente, a psicóloga Andréa Moreira Lima afirma que é essencial esse diálogo sobre sexualidade, a fim de quebrar a sociedade mecânica e homogênea citada por Durkheim e promover a redução do preconceito na sociedade, além de promover a integração desses indivíduos no meio.

Destarte, cabe às instituições escolares promover o ensino sobre o respeito e tolerância. Para isso, é necessário que as escolas ofereçam aulas e palestras, desde as séries iniciais, sobre respeito as diferenças, isso irá formar, nas crianças, um caráter crítico capaz de não praticar preconceito com indivíduos com opções divergentes. Além disso, a mídia deve promover campanhas de conscientização para a sociedade, com o objetivo de diminuir os casos de homofobia, para isso, às campanhas devem mostrar a forma como a vítima se sente, buscando causar nas pessoas uma mudança nas suas atitudes. Só fazendo isso será possível diminuir os casos de homofobia no Brasil.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde