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Desafios para superar a homofobia no Brasil

No filme "O jogo da imitação", o personagem principal, Alan Turing, por ser homossexual, é condenado a tomar remédios para controlar seus impulsos sexuais. Na contemporaneidade, no entanto, muitos indivíduos ainda sofrem cotidianamente por sua opção sexual, embora não mais condenados como Turing, enfrentam a violência, seja ela física, verbal ou psicológica. Logo, diante desse cenário, convém ressaltar que atitudes preconceituosas contra o grupo advém de pessoas sem capacidade crítica de respeitar o semelhante, tanto por conta do falho sistema educacional quanto pela falta de diálogo intrafamiliar. Esses fatores aliados contribuem para a persistência da problemática no cenário brasileiro.

É necessário enfatizar, a princípio, que casos de homofobia acontecem, sobretudo, pela incapacidade do indivíduo agir com respeito com o outrem. Nesse sentido, vale destacar a grande importância da escola na formação crítica do cidadão. Dessa forma, no ambiente escolar, o indivíduo é direcionado a ter atitudes que não venham ofender os demais, e para isso é preciso um processo contínuo de aprendizagem sobre respeito e tolerância. Desse modo, consoante com Durkheim, às atitudes são determinados por fatos sociais, ou seja, o indivíduo age conforme convenções vigentes no meio. Logo, se o meio promove a tolerância, a crianças irão aprender desde a infância a respeitar os que possuem posicionamentos diferentes deles. Assim, é importante este ensino é essencial desde cedo, para que o indivíduo já cresça com o sentimento de tolerância.

Ademais, é imprescindível ressaltar a forte importância da relação familiar nos casos de homofobia. Diante disso, é no ambiente familiar que o indivíduo aprende os primeiros passos sobre como agir na sociedade. Dessa forma, observa-se que na maior parte das famílias ainda persiste o modelo patriarcal da Idade Média, e muitos pais evitam falar sobre homossexualidade. Entretanto, essa atitude contribui para o agravamento da situação, uma vez que os filhos, por vezes, não são ensinados a não discriminar pessoas do grupo. Nesse contexto, o diálogo é a melhor forma de integração familiar, além de que, com diálogo o preconceito será reduzido, pois haverá uma formação crítica eficiente nos indivíduos.

Destarte, cabe às instituições escolares promover o ensino sobre o respeito e tolerância. Para isso, é necessário que as escolas ofereçam aulas e palestras, desde as séries iniciais, sobre respeito as diferenças, isso irá formar, nas crianças, um caráter crítico capaz de não praticar preconceito com indivíduos com opções divergentes. Além disso, a mídia deve promover campanhas de conscientização para a sociedade, com o objetivo de diminuir os casos de homofobia, para isso, às campanhas devem mostrar a forma como a vítima se sente, buscando causar nas pessoas uma mudança nas suas atitudes. Só fazendo isso será possível diminuir os casos de homofobia no Brasil.
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