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Desafios para superar a homofobia no Brasil

Immanuel Kant, em sua teoria do Imperativo Categórico, ressalta que as pessoas não devem ser tratadas como objetos dotados de valor, e sim como indivíduos cujo possuem dignidade. Dentro desse viés, o Iluminismo trouxe ideais de liberdade, igualdade e fraternidade até então desprezados. Entretanto, esses princípios éticos e morais não são validados por alguns grupos sociais, como os LGBT's. Partindo do pressuposto, o Brasil é o país que mais mata cidadãos deste conjunto populacional. Sendo assim, acredita-se que a negligência Estatal, bem como práticas sociais de cunho social interferem na superação desse contratempo.
A Constituição Brasileira de 1988 introduz o tratamento igualitário e digno para a população LGBT, protegendo-a contra qualquer discriminação. Porém, mesmo com os preceitos definidos, a OMS (Organização Mundial da Saúde) impôs somente em 1990 que o grupo não seria mais considerado motivo de doença. Esse dado exibe o quão retarda pode ser a justiça humana, assim como pode justificar a situação brasileira atual. Em vista disso, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, a cada 25 horas uma pessoa dessas orientações é morta no território nacional.
Outrossim, retomando a filosofia Kantiana, um dos princípios da ação moral é fazer com que a máxima de seus atos possa ser universal. Todavia, com o conservadorismo imposto culturalmente, ele torna-se o exemplo a ser seguido e, em virtude disso, gera-se o preconceito ao "diferente" do introduzido socialmente. Consequentemente, a violência é evidenciada por conta da não aceitação. Em desacordo com João Paulo II, ela se contrapõe àquilo que pretende-se defender: liberdade e, sobretudo, igualdade.
Portanto, mesmo com os progressos já obtidos desde o século das luzes até os Atos Constitucionais recentes, a sociedade brasileira ainda precisa evoluir intensamente. Em analogia com o refletido por João Paulo II, a agressão somente traz o efeito contrário defendido por Kant, sendo esse entendido como um compromisso com o próximo. Logo, através do Estado em conjunto com a sociedade, deve-se implicar rigidez quanto às punições colocadas à discriminação sexual, proporcionar forte apoio às instituições as quais defendem a causa, como o Grupo Gay da Bahia e contribuir com o desenvolvimento educacional, de modo a incluir o tema não só para alunos nas escolas, mas também para seus familiares. Assim, pode-se alcançar uma comunidade mais inclusiva e de acordo com os ideais propostos, servindo de modelo em esfera mundial.
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