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Desafios para superar a homofobia no Brasil

É inegável que o Brasil foi erguido sobre pilares patriarcais e muitas vezes machistas, como no caso dos senhores de engenho do século 17 e dos coronéis sertanejos, do 19, em que a masculinidade era um critério para o exercício do poder e da dominação social. Tendo em vista tal construção, é possível perceber que, no período hodierno, há avanços no sentido da desconstrução do machismo, tal como o argumento da miscigenação cultural brasileira, que promove maior flexibilidade e aceitação da homossexualidade à medida que, proporcionalmente, aumentam os casos de violência para com esta ideologia.
Em primeiro lugar, é necessário estar ciente dos aspectos positivos no combate à homofobia. É fundamental enfatizar, desse modo, que os movimentos pró direitos LGBT, a legalização da união homoafetiva e a aprovação de leis que, a priori superficiais, promovem maior nivelamento social destas camadas, configuram importantes conquistas. Todavia, ainda que gerem um melhor convívio coletivo, não há a legitimação social, existindo somente a legalidade construída através das lutas travadas ideologicamente.
Não obstante, existem entraves que impedem o alcance da ampla aceitação social. Dessa forma, destaca-se neste contexto, o enraizamento de preconceitos por dogmas religiosos e os extremismos, tanto no movimento LGBT, manchando o ideal dos demais frente à população, como no restante da sociedade, incitando atos de violência. Assim, percebe-se que, embora seja constitucionalmente laico, o Brasil carrega consigo religiões que, por pautarem-se em um código de ética de uma época remota preconceituosa, acabam proporcionando um grande desafio para o reconhecimento social dos homossexuais e afins.
Torna-se claro, portanto, que os avanços alcançados no combate à homofobia são relevantes, mas não o suficiente para por fim à ocorrência em si. É necessário que a mídia cumpra seu papel de 4º poder, vigiando, alertando e informando a população para os casos de violência para com as camadas LGBT, porém, é preciso também, que promova reportagens sobre a visão de mundo e as perspectivas sociais desses indivíduos, buscando gerar uma catarse populacional. Por último, as ONG?s que atuam no viés combativo devem formar parcerias com as escolas do país, promovendo palestras educacionais que demonstrem desde as bases curriculares, a promoção da diversidade e o ensino pautado na ética atual, ensinando a conscientização dos futuros cidadãos, para que seja alcançada, no mínimo, a razoabilidade das relações sociais e o princípio pitagórico seja válido: Educar as crianças para que não precisemos punir os adultos.
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