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Desafios para superar a homofobia no Brasil

O indivíduo global dissociado de sua condição sexual
Para o francês Michel Foucault, a homossexualidade não deve ser vista apenas como uma expressão da sexualidade, pois o ser humano é global e formado por sonhos, desejos e planos. Dessa forma, os debates precisam debruçar-se muito mais sobre as orientações de como viver em harmonia todos os aspectos da vida. Porém na atualidade, uma forte camada da população ainda profere discursos ? contraditórios - de ódio, que, com efeito, cerceiam homossexuais privando-os de seus direitos.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que esse é um preconceito construído ao longo da história em que a igreja teve papel fundamental ao criar esse estigma. Foucault, em seus estudos sobre comportamento sexual, sugere que o interesse pelo comportamento sexual demonstrado pela igreja no início do século XVIII era uma maneira de conhecer as preferências das pessoas, a fim de moldar o estereótipo do "casal legítimo" - o homem e a mulher casados que fazem sexo para reprodução. Dessa forma, enraigou-se na mentalidade de uma população conservadora que o amor ? tanto pregado na igreja - entre duas pessoas do mesmo sexo não configura uma relação aceitável0000 gerando, assim, vários tipos de violência contra essa minoria.
Em consonância com a construção histórica desse empasse, outras contradições perduram nas justificativas do preconceito apresentadas pelos opressores. Sempre em nome da família, da igreja e da moral0000 o injustificável tenta se fazer válido. Porém, todos os princípios que os homofóbicos apresentam na defesa do preconceito se anulam ao ser apontado a morte de mais um homossexual por violência. Contudo, essa incongruência se torna mais evidente ao se observar que o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo (segundo a ONG Transgender Europe) e ao mesmo tempo é o que mais consome conteúdo adulto com transexuais (conforme site RedTube). Logo, verifica-se que a homossexualidade não é aceita frente a realidade exposta à sociedade, mas no privado a história é diferente.
Fica evidente, portanto, que o preconceito é uma construção social com raízes conhecidas e que ele precisa de anteparos para ser combatido. Por isso o Governo Federal, junto ao Ministério da Justiça e Ministério dos Direitos Humanos deve elaborar um plano de contenção da homofobia. Para isso, deve ser criada ementa na Constituição Federal em que seja garantida proteção aos homossexuais e a criação de uma lei que criminalize a homofobia. Além disso, deve-se difundir informações sobre a normalidade da orientação homossexual e sobre as penalidades para qualquer forma desse preconceito. Somente assim, todo indivíduo poderá poderá ser global como propôs Foucault - vivendo seus ideais dissociadas de condição sexual.
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