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Desafios para superar a homofobia no Brasil

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, porém a pedra retornava. Analogamente, reside hoje a comunidade LGBT que, assim como Sísifo, busca ultrapassar barreiras como a homofobia e o desafio de se viver tranquilamente na sociedade. Nessa sentido, fica claro o papel depreciativo da homofobia, a qual simboliza um verdadeiro regresso social para o Brasil. Dessa forma, a ausência de uma orientação familiar adequada adjunto de um processo de fiscalização e punição irregular são aspectos que contribuem para um contexto social desnorteado.
Em um primeiro momento, é válido destacar o papel da família na educação e os problemas resultantes da ausência dessa. Consoante ao sociólogo Talcott Parsons, a família é uma fábrica de personalidades humanas, sendo, portanto, uma cultura homofóbica intrínseca e passada por gerações a garantia da permanência do problema. Desse modo, a educação adequada a respeito do direito civil é um recurso fundamental, tendo em vista que a homofobia é um fator contrário a esse direito e deve, assim, ser coibida e não apresentada para futuras gerações.
Além disso, é interessante destacar a falta de ações coibitivas à homofobia, sendo este um dos motivos para a sua consistência. De acordo com o filósofo Aristóteles no livro "Ética a Nicômaco", a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, em contraposto a um cenário deturpado, no qual vige a prática da discriminação. Desse modo, é evidente que a atividade homofóbica carece de medidas contrárias ao ato, já que no Brasil a violência contra a comunidade LGBT encontra-se como uma das maiores do mundo. Assim, é preciso a manifestação das lideranças políticas e familiares em prol da amenização do estado crítico vivenciado.
Diante dos fatos supracitados, é necessário que o Governo Federal atue oferecendo, cada vez mais, apoio à comunidade LGBT através da construção de mais infraestruturas especializadas para a denúncia de casos de homofobia, providenciando profissionais adequados, como policiais e, em específico, peritos que auxiliem em investigações, tendo em vista a busca da prisão dos culpados, para que assim diminua-se gradativamente a violência verbal ou física exercida sobre a comunidade. Ademais, é imprescindível a atuação dos pais adjunto de ONGs, as quais ofereçam apresentações que visem discutir a respeito dos riscos que circundam a homofobia e que os pais, convencidos diante da argumentação, ensinem a seus filhos sobre a importância do respeito a todos os cidadãos, para que a felicidade ditada por Aristóteles torne-se uma realidade.
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