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Desafios para a inclusão de refugiados na sociedade brasileira
A partir do golpe de 1964, uma ditadura militar foi instaurada no Brasil. Em virtude disso, centenas de pessoas buscaram exílio em outros países, como forma de fugir da repressão e violência do seu país de origem. No contexto atual, diversas correntes migratórias direcionam-se ao Brasil, porém são alvos de ataques e não recebem asilo da forma como deveriam.
Convém ressaltar, a princípio, que atualmente acontece a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, somando mais de 68,6 milhões de refugiados, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), decorrente de conflitos internos nos países. Diante disso, indivíduos migram em busca da sobrevivência, mas são recebidos com ataques xenofóbicos e violentos, como no caso que ocorreu em Pacaraima, onde cidadãos brasileiros incendiaram pertences e agrediram venezuelanos que estavam abrigados na cidade. Dessa maneira, a sociedade os segrega socialmente e impede que se desenvolvam.
Além disso, os refugiados são privados de moradia e emprego, problema que grande parte dos brasileiros também sofre. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há mais de 13 milhões de desempregados no Brasil. A partir disso, torna-se inviável a inserção de mais pessoas em busca de empregos. Ainda segundo o IBGE, há cerca de 11,4 milhões de brasileiros vivendo em favelas no país, tal situação se agrava com a chegada de imigrantes sem habitação. Ademais, fica evidente que o país não possui condições de suportar a chegada de refugiados necessitados.
Portanto, torna-se necessário que a mídia, em parceria com o Comitê Nacional de Refugiados, promova campanhas para conscientização popular sobre empatia e combate ao preconceito, através de propagandas em todos os meios midiáticos. Em contrapartida, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados deve criar um protocolo em que países desenvolvidos auxiliem financeiramente a recepção de refugiados em países subdesenvolvidos como o Brasil, para que políticas públicas para ampará-los sejam criadas. Assim, um Brasil mais justo e humanitário seria desenvolvido.
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