ENTRAR NA PLATAFORMA
Desafios para a inclusão de refugiados na sociedade brasileira
Atualmente, em algum lugar do mundo, em geral, guerras ou problemas socioeconômicos podem ocasionar fugas em massa de pessoas ou de populações para outras regiões ou países. O Brasil tem recebido milhares de refugiados, no entanto, metade dos que imigraram, não permaneceram no país, ou pelas condições precárias de vida, ou pela xenofobia.
Nos últimos anos, haitianos, sírios e, recentemente, venezuelanos fugiram de seus países de origem para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Entretanto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em junho de 2018, há 12,9 milhões de desempregados, devido ao baixo crescimento econômico, assim, dos 10,1 mil refugiados, mais da metade deixaram o país, conforme dados do Ministério da Justiça. Isso se deve ao fato de não haver emprego suficiente e tampouco apoio aos refugiados, ocasionando a saída deles do país para outros com melhor possibilidade de sobrevivência.
Por outro lado, em Roraima, tem ocorrido ataques xenofóbicos contra venezuelanos, que, aos milhares, atravessam diariamente a fronteira. Em Pacaraima, em agosto deste ano, após o assalto e agressão a um comerciante, brasileiros incendiaram acampamentos dos refugiados. Além disso, a Governadora Suely Campos tem solicitado ao Governo Federal o fechamento das fronteiras, alegando caos na prestação de serviços de saúde e segurança, que tem alimentado cada vez mais o ódio contra os refugiados.
Diante do exposto, a conjuntura brasileira dificulta a inclusão de refugiados no Brasil. Assim, é necessário que, conforme as leis e os tratados internacionais sobre refugiados, que o país os acolha de modo que possam ter uma vida digna. Para isso, o Congresso Nacional e o Executivo em conjunto com o Poder Judiciário discutam e elaborem leis de emergência para que empresas os contratem, através de incentivos de redução de juros no empréstimo bancário e da alíquota tributária na contratação de, pelo menos, 5% de estrangeiros refugiados no quadro de funcionários. Além disso, aproveitar a mão de obra qualificada de venezuelanos para lecionarem em escolas públicas ou para atuarem no sistema de saúde, no caso de médicos ou enfermeiros. Assim, o desafio de incluir o refugiado poderá ser minimizado, no entanto, o pior problema a ser resolvido é a intolerância e a xenofobia, que devem ser abolidas através de debate social e educacional. A mídia colocar em pauta de discussão não apenas as consequência caóticas dos serviços públicos de uma cidade, mas o drama desses refugiados pela busca da sobrevivência e, nas escolas, ensinar os alunos sobre o direito à vida e à dignidade do homem, independente do credo, da raça e da nacionalidade.
Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde