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Desafios para a inclusão de refugiados na sociedade brasileira

a imposição do medo
Em meio a uma enorme crise financeira, o Brasil se depara com mais um problema: a vinda de refugiados em massa de países também em crise, como a Venezuela. Apesar do discurso de moral e bons costumes, a vinda dessas pessoas trouxe a tona o ódio que o brasileiro a todo custo tenta esconder. Com a ascendência de políticos cujas propostas são cunhadas em preconceito e discriminação, essa realidade, que antes parecia muito distante, bate à porta da população e retira suas máscaras a força no momento em que a violência toma o lugar da hospitalidade.
Com a extrema necessidade que rege a vida atual dos venezuelanos, muitos viram no Brasil uma oportunidade de sobreviver. Porém, não esperavam encontrar uma população tão descontente quanto eles, que, em razão do medo e do desamparo, reagiriam como animais que protegem sua caça num período de escassa alimentação. Essa situação é gerada pelo eminente desemprego e falta de auxílio do Estado para com indivíduos e famílias em situação de necessidade. A cega crença de que a violência possa ser empregada numa espécie de "legitima defesa", no ímpeto de assegurar o suprimento daquelas, desumaniza o ser, e a lei do mais forte toma espaço.
Desta forma, abre-se exceções para quem é merecedor de uma vida digna, dispondo os recém chegados como culpados ou possíveis motivadores de uma piora. Ao atacar determinados grupos, desvia-se a atenção que era necessária na análise do problema para uma falsa solução, desconsiderando o responsável pelo bem-estar: o Estado. As mais diversas responsabilidades que recaem sobre os governos pela constituição não são entregues à população, e a precariedade vem assistida de justificativas que tentam tirar de si a culpa.
Enquanto isso, os perdões pecuniários milionários a grandes empresas, agricultores e bancos, cujos lucros extrapolam bilhões, não são mencionados para argumentar a falta de recursos, mas sim supostos gastos excessivos em algumas áreas do serviço público, como a saúde. Portanto, urge no Brasil o incentivo da população sobre os dispositivos de controle de gastos públicos pela transparência, e também a ampliação deste, devendo o MEC incluir na base nacional comum da educação a grade de educação política a partir do ensino médio. Há também a necessidade da retenção de impostos sobre os municípios, e menos para a União, pois, desta forma, o controle fica mais tangível e sua aplicação não dependerá de repasses do governo federal ou estadual - tendo em mente que, na maioria das vezes, a posição política da prefeitura influencia nisto. Assim, com um cidadão devidamente educado e politizado, os instintos mais primitivos do ser-humano não venham a aflorar, gerando a discriminação e desrespeito aos direitos humanos.
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