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Desafios na prevenção do câncer de mama no Brasil

Em 1986, um acidente na usina nuclear de Chernobyl provocou uma contaminação generalizada por material radioativo na cidade próxima de Prypiat. Nesse cenário, influenciados por desinformação ou despreocupação em relação ao ocorrido, muitos habitantes não procuraram acompanhamento medical, o que agravou a proliferação de males resultantes da exposição. Paralelamente, no Brasil, a desvalorização da ciência e o sucateamento dos serviços governamentais de saúde constituem obstáculos para o combate ao câncer de mama. Destarte, é profícuo analisar tal problemática.



Primeiramente, é válido ressaltar que a difusão de tratamentos profiláticos requer confiança nas autoridades instituídas. Nesse contexto, consoante ao sociólogo Manuel Castells, a globalização hodierna é marcada pela erosão dos laços comunitários, pois as redes sociais favorecem a formação de grupos fechados. Em decorrência disso, a comunicação de saberes entre diferentes âmbitos da coletividade é obstruída, uma vez que dados informativos passam a ser questionados. Consequentemente, a elevação do número de exames para a identificação de tumores mamários, essencial para a medicina preventiva, é dificultada.



Outrossim, cabe destacar que a qualidade da ação clínica está condicionada à universalidade do atendimento medicinal. Nesse sentido, segundo o filósofo Achille Mbembe, a conjuntura capitalista contemporânea favorece a exclusão da população carente dos serviços hospitalares, haja vista que promove o desgaste das instituições públicas, com o intuito de fortalecer o setor privado. Por conseguinte, iniciativas que busquem amenizar os efeitos da enfermidade cancerígena são bloqueadas pela baixa eficiência das organizações estatais. Assim, a universalização do bem-estar, assegurada pela Constituição Brasileira de 1988, não é atingida.



Logo, medidas se fazem necessárias para alterar esta situação. Visando a esse objetivo, é mister que o Ministério da Saúde, em parceria com o MEC, desenvolva um plano de enfrentamento ao câncer mamário. Nessa perspectiva, por meio da distribuição de panfletos explanativos sobre a moléstia e da expansão das ações profiláticas na rede pública de medicina, há de se garantir a prevenção de novos casos e evitar fatalidades, com a finalidade de reduzir os impactos do adoecimento. A partir dessas ações, poder-se-á construir uma sociedade mais consciente, igualitária e capaz de afiançar a higidez universal, ao contrário do que ocorreu em Prypiat

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