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Desafios na Alfabetização Infantil

Em seu ilustre livro, intitulado como "Utopia", Thomas More retrata uma sociedade cujo sistema de distribuição de recursos é pautado pelo igualitarismo. O que se observa, no entanto, destoa da narrativa do autor, uma vez que o Brasil enfrenta barreiras para alfabetizar toda a sua população, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, analisar as raízes e os frutos desse entrave é uma medida inadiável, a fim de proporcionar uma educação igualitária às camadas sociais.


Em princípio, é fundamental pontuar que o alarmante analfabetismo presente na sociedade brasileira deriva da lamentável ausência de ações governamentais, no que concerne à criação de mecanismos de combate a esse problema. Consoante a assertiva teoria hobbesiana, o Estado é responsável por garantir o bem-estar e os direitos da população. Entretanto, a desigualdade social, intrínseca à realidade dos indivíduos, impede que todos usufruam do direito à educação, pois muitas crianças, para ajudar aos pais, precisam trabalhar desde cedo, e não possuem o privilégio de priorizar os estudos, em razão das baixas condições financeiras. 


Ademais, é imperativo ressaltar que a deficiência na estrutura das escolas, principalmente em regiões mais pobres, atua como um agente promotor dos desafios postos em questão. De acordo com dados da Avaliação de Alfabetização, apenas um quinto dos alunos da rede pública desenvolve a leitura adequada, durante os três primeiros anos do ensino fundamental. À vista disso, é notório que o pouco investimento estatal em educação pública prejudica, infelizmente, a formação cognitiva das crianças em fase de crescimento. Esses aspectos retardam a resolução do empecilho, uma vez que uma infraestrutura deficiente impulsiona casos de evasão escolar, visto que os alunos não têm o devido incentivo. 


Infere-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação, como responsável pelo setor educacional do país, formule ações afirmativas de adesão a um ensino de qualidade, avaliadas por profissionais da área de Gestão de Políticas Públicas, com o intuito de reparar as lacunas deixadas pelas discrepâncias sociais na vida acadêmica dos jovens. Além disso, é dever do Poder Legislativo elaborar ações de combate aos desvios de verbas direcionadas à educação pública, através de projetos de fiscalização efetivos, para que as instituições adquiram a devida estrutura capaz de impedir a evasão dos discentes, e, consequentemente, a diminuição da taxa de analfabetismo entre crianças.


 


 

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