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Desafios na Alfabetização Infantil

A Constituição Federal de 1988 - norma que rege o sistema jurídico brasileiro - garante o direito à educação. No entanto, embora institucionalizado, esse direito não é assegurado devidamente, haja vista que o mundo hodierno lida com diversos desafios para a efetivação da alfabetização infantil. Logo, faz-se necessária uma análise dessa conjuntura sob a perspectiva da desigualdade social como agente fomentador do despreparo familiar e do descaso estatal.


 


A princípio, a desigualdade social atua como instrumento de manutenção dessa problemática. Sob esse prisma, no livro "Quarto de despejo", Carolina Maria de Jesus aponta que as crianças periféricas enfrentam muitos obstáculos para manter a vida acadêmica. De maneira semelhante à literatura, isso ocorre porque, infelizmente, devido ao déficit histórico na educação de pessoas de baixa renda e que, por conta disso, dependem do sistema público de ensino, os familiares desses estudantes não se sentem preparados para auxiliá-los durante o processo de alfabetização e, como consequência, esse impasse percorre diferentes gerações. Diante disso, fica evidente que medidas são necessárias para resolver esse entrave.


 


Além disso, a ineficácia estatal no combate ao problema fomenta o panorama supracitado. Tendo isso em vista, segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, quando as autoridades políticas se isentam da garantia dos direitos dos indivíduos, há um descumprimento do contrato social. Nesse caso, a quebra desse acordo ocorre porque o governo federal, de maneira errônea, não assegura que a alfabetização seja um direito de todos e, dessa forma, ser alfabetizado torna-se, cada vez mais, uma realidade de pessoas que podem custear um ensino privado para os seus filhos. Nesse contexto, é notória a importância da óptica de Rousseau para compreender as raízes desse imbróglio.


 


Depreende-se, portanto, a necessidade de superar os desafios na alfabetização infantil. Para tanto, compete ao Ministério da Educação promover minicursos e oficinas sobre o acompanhamento familiar no processo de alfabetização, por intermédio da mídia - que atuará como veículo de difusão das informações -, a fim de assegurar que as crianças terão o apoio da família durante essa fase. Dessa forma, os cidadãos verão o direito garantido pela Carta Magna como uma realidade próxima.

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