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Desafios na Alfabetização Infantil

    A Constituição Federal de 1988, documento mais importante do país, determina a educação como direito essencial dos brasileiros. Diante disso, pode-se afirmar que a realidade nacional evidencia uma utopia constitucional, porque parte das crianças brasileiras encontram obstáculos na sua alfabetização sendo, consequentemente, negadas de um de seus direitos constitucionais. Portanto, deve-se analisar como a falta de uma educação de qualidade e a desigualdade socioregional dificultam a alfabetização infantil no Brasil. 


    Em primeiro plano, é inquestionável que a inexistência de uma alfabetização de qualidade contribui para a problemática. Segundo o filósofo Émile Dukheim, a falha das instituições sociais acarreta um estado de anomia social. Partindo desse pressuposto, o Ministério da Educação, em seu papel de instituição social, provoca um desequilíbrio social ao permitir que o letramento da primeira infância seja incapaz de promover o pleno desenvolvimento intelectual dos indivíduos. Por conseguinte, observa-se a formação de jovens inaptos a resolver simples problemas matemáticos e a interpretar textos, o que prejudica o convívio social e o futuro profissional dos mesmos. Assim, é fato que a defeituosa base educacional constitui um dos obstáculos a plena alfabetização infantil. 


   Além disso, vale ressaltar como a desigualdade influencia no aprendizado da primeira infância. Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância. Contudo, no Brasil, percebe-se que determinados grupos sociais são favorecidos devido a sua importância socioeconômica, ou seja, monopolizam os melhores recursos governamentais. Em razão disso, inúmeros meninos e meninas não aprendem a ler e a escrever, pois os colégios públicos possuem uma precária estrutura, incapaz de oferecer um atendimento de qualidade aos jovens, o que perpetua sua marginalização, uma vez que não conseguem espaço no mercado de trabalho do país. Logo, enquanto houver desigualdade no país, o analfabetismo será regra para determinadas camadas sociais. 


      Em suma, fica claro que a alfabetização das crianças constitui uma questão nacional. Sendo assim, urge que o Ministério da Educação — órgão responsável pelas diretrizes educacionais do país — promova uma alfabetização eficiente, por meio da utilização de aplicativos, vídeos e jogos interativos, a fim de estabelecer uma educação ativa e instituir a completa alfabetização da população. Ademais, cabe ao Governo Federal, articular planos desenvolvimentistas que, por meio do redirecionamento de verbas públicas, incentivem a construção de escolas públicas estruturadas nas regiões subalternizadas, visando atenuar a desigualdade vigente. Espera-se, com isso, que o direito a educação seja realidade a todos os brasileiros. 

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