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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

    A Terceira Revolução Industrial trouxe consigo um demasiado avanço tecnológico, o qual promoveu melhoras em diversos âmbitos de trabalho. No entanto, no limiar do século XXI, a inteligência artificial enfrenta dificuldades, mormente no que tange à inserção dela no meio coletivo. Dessa forma, pode-se elencar o desemprego e a invasão de privacidade como os fatores que solidificam o impasse.


     Primordialmente, é indubitável ressaltar que a sucessão do indivíduo pelo computador colabora para a proliferação do imbróglio. Nesse sentido, no filme “Next Gen”, os robôs exercem todas as funções de um humano. Fora da esfera cinematográfica, é evidente que com o desenvolvimento da inteligência artificial, a máquina, por sua alta produtividade em pouco tempo, substitui a mão de obra do homem no mercado de trabalho. Por conseguinte, é coerente que tal fato contribui para o aumento da desigualdade econômica no Brasil. Destarte, se torna perceptível a construção de um cenário desafiador para o corpo social brasileiro.


     Ademais, outro aspecto a salientar é que a ausência de privacidade nas plataformas atuais fomenta os desafios éticos e morais da inteligência artificial. Nesse ínterim, em um episódio da série televisiva “Black Mirror”, um aplicativo de relacionamento pareava pessoas com base em estatísticas, tornando o usuário passivo na escolha. De maneira análoga, é visível que os internautas são expostos a um conteúdo limitado na internet em virtude de mecanismos filtradores de informações a partir do uso diário individual. Consequentemente, vê-se uma forte influência da inteligência artificial na comunidade cibernética. Dessarte, é notório que, no Brasil, o direito à vida privada, garantido pela Constituição Federal de 1988, não sai do papel.


     Depreende-se, portanto, que o mau uso da inteligência artificial é um mal para a comunidade brasileira. Desse modo, cabe ao Poder Legislativo criar leis que visem equalizar o trabalho com os humanos e robôs, as quais devem impedir as empresas de utilizarem apenas as máquinas, no intuito de amenizar o desemprego estrutural. Além disso, é dever do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, criarem vídeos curtos e dinâmicos para serem exibidos em plataformas de streaming de vídeo, os quais esclareçam a população acerca desses algoritmos, com o fito de conscientizar os cidadãos sobre a invasão de privacidade e o controle de dados promovidos pelos computadores. Assim, poder-se-á amenizar as dificuldades enfrentadas pela inteligência artificial.

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