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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

A sociedade tem passado, desde o século XVII, diversas revoluções ao longo da história, em que muitos estudiosos acreditam que a Quarta Revolução Industrial está ocorrendo centrada na figura da Inteligência Articial, rodeando diversas problemáticas, no que se diz a respeito da ética e moral dentro desse âmbito. Em tal ótica, o Brasil ainda representa um país que não possui uma diretriz clara sobre o assunto, o que é preocupante, pois, desde o início da substituição de pessoas por máquinas, até a existência do compartilhamento de dados com chatbotts, aumentou-se a presença destes no cotidiano da vida contemporânea, sem mecanismos para mitigá-los.


Em primeira análise, de acordo com Karl Marx, com o advento do capitalismo, houve o "materialismo histórico", que "reificou" o sentido do produtor e seu produto, no qual o objeto abstrato substitui o homem, executando suas funções, desumanizando-o. Dessa forma, o cenário atual do mercado de trabalho continua a se transformar, e é inevitável que isso ocorra, porém, a não imposição de limites em até que ponto uma Inteligência Artificial pode executar determinada função, ao ocupar o lugar de um profissional, é preocupante, já que há diversos âmbitos com abordagens delicadas, que têm uma realidade promissora nessa área, como máquinas autônomas que realizam cirurgias, ou armas militares automáticas.


Já em segunda análise, Zygmunt Bauman teoriza que a fluidez contemporânea atinge todas as áreas sociais, facilitando a rápida difusão de dados informacionais. Nesse aspecto, a Lei Geral de Proteção de Dados assegura a privacidade pessoal, no entanto, não há uma abordagem, em específico, sobre os entraves que atingem a ética e moral em relação à IA. Assim, a existência dos chatbotts, que são utilizados, principalmente, por lojas virtuais no atendimento online, podem ter acesso à informações que infrigem a segurança do indivíduo, não gerindo a necessária confiança no estabelecimento, pela falta de transparência.


Portanto, é evidente os entraves que atingem a existência da Inteligência Artificial e a necessidade de controlá-los. Logo, o Legislativo deve elaborar uma regulamentação, em relação aos limites éticos da atuação de IAs, exigindo o supervisionamento de pessoas junto às máquinas, para garantir o cumprimento dos direitos humanos. Atrelado a isso, é indubitável a adição de uma cláusula na Lei Geral de Proteção de Dados, sobre a transparência que empresas devem ter com seus consumidores, em até que ponto os dados compartilhados com chatbotts são armazenados, para que seja possível a construção da confiança do consumidor com esse tipo de serviço.

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