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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

       Em 2016, a Microsoft lançou um perfil no Facebook controlado por um programa que simulava a conversação dos seres humanos, tendo como base os diálogos entre adolescentes. Nesse ínterim, após alguns dias, o software começou a fazer postagens ofensivas e preconceituosas, ao passo que esse não apresentava entendimento de valores. Por certo, é evidente que a tecnologia, ainda insuficiente, e o possível potencial desses programas são questões pendentes sobre a ética e a moral da inteligência artificial. Isso posto, é premente a adoção de medidas.


     Precipuamente, cabe ressaltar que a atual impossibilidade de programar noções de moralidade nas máquinas é um fator dessa problemática. Isso porque, a falta de raciocínio presente nessas, assim como nos animais, tornam-nas incapazes de desempenhar o exercício da crítica. Dessa forma, analisando a ideia do físico alemão Albert Einstein de que tornou-se óbvio que a tecnologia excedeu a humanidade, é notório que a ausência de julgamento próprio das inteligências artificias inviabiliza interações mais profundas com os humanos, como ratificado pelo acontecimento em 2016.


      Outrossim, as desconhecidas habilidades e aptidões que as mentes sintéticas podem apresentar são outro empecilho para a manutenção desse quadro. Isso, uma vez que inexistência de ética e de valores podem gerar comportamentos desconhecidos e, até, nocivos à humanidade. Nesse sentindo, consoante ao pensamento do cientista de computação Steve Omohundro de que uma tecnologia extremamente inteligente provavelmente desenvolverá uma vontade própria e recorrerá a qualquer recurso para sobreviver, é expectável uma futura ameaça.


     Fica claro, portanto, diante da incerteza acerca do futuro da inteligência artificial, a necessidade de mudanças. Logo, o Poder Público, em parceira com empresas privadas, deve promover a qualidade e a boa procedência das pesquisas nessa área, por meio de investimentos financeiros e fiscalizações contínuas, a fim de evitar problemas no bem-estar social. Ademais, cientistas, juntamente com sociólogos, devem aprofundar os estudos sobre a ética e a moral nessas máquinas. Assim, casos como o do software da Microsoft no Facebook serão atípicos.

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