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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

As rodas das máquinas têm de girar constantemente, mas não pode fazê-lo se não houver quem cuide delas.


O trecho de uma das principais obras de Aldous Huxley, admirável mundo novo, relaciona-se bem com a problemática enfrentada no limiar do século 21. Utilizar inteligência artificial sem permitir que a mesma interfira de maneira de negativa no cotidiano das pessoas faz-se uma questão com muitas nuances de respostas pois, por mais que sejam inteligentes na execução do é programado, existe possibilidade de falhas e de alguém mal-intencionado por trás da máquina.


Primeiramente, cabe citar que a tecnologia vem tendo uma velocidade de transformação jamais vista. Ao contrário do que se via no passado, em que inovações demoravam muito tempo para espalhar-se por todas as camadas sociais, nos dias atuais tudo se transforma de forma rápida, constante e não ficando muito ou nenhum tempo retidas nas classes mais nobres.


Ponto importante a se observar, se tratando de inteligência artificial, é que ela já está presente no cotidiano das pessoas. Desde fábricas que a utiliza em suas linhas de produção, até um simples sensor que acende ou apaga a luz em um ambiente. A tendência é de mão-de-obra seja substituída por máquinas e que certos tipos de aparelhos participem ainda mais do dia-a-dia da humanidade.


Ressalta-se também, que o mal-uso da inteligência artificial causa danos muitas vezes irreversíveis à sociedade. O cinema já retratou por diversas vezes danos causados pela inteligência artificial. A obra de ficção “Vingadores na era de Utron”, conta a história de uma máquina criada com inteligência artificial que posteriormente foge do controle de seus criadores e inicia uma guerra para destruir a população. O filme nada mais é que um mundo imaginário com chances quase nulas de se converter em realidade, mas nota-se, na atualidade, que máquinas com inteligência artificial estão realizando uma quantidade cada vez maior de tarefas, e talvez a barreira que as impeçam de ter pensamentos complexos não esteja muito longe de ser rompida.


Outro ponto importante é que a IA influencia na vida das pessoas mesmo que elas não percebam. Sabe-se que existem programas que analisam comportamentos na internet para traçar um perfil, exibindo apenas o que a IA entende que aquele indivíduo prefere. Esse tipo de inteligência tem contribuído diretamente para o aumento do consumismo e decidido campanhas eleitorais.


Por fim, mesmo que as chances sejam pequenas, as máquinas conduzidas por inteligência artificial podem apresentar defeitos fatais. Dois exemplos aconteceram nos Estados Unidos um no ano de 2016, em que um carro autônomo se envolveu em acidente que por sorte não houveram feridos, e outro no ano de 2018, quando o motorista ligou o carro no autônomo e o deixou seguir sem se atentar em assumir o controle em caso de emergência, na ocasião uma mulher foi atropelada e não resistiu. Segundo a polícia, a IA não tentou frear o carro para que não houvesse o acidente.


A solução para o problema deve partir de ações conjuntas entre legislativo, judiciário e executivo pois, as políticas públicas devem acompanhar o avanço tecnológico, é necessário regulamentar o uso de determinadas tecnologias, fornecer treinamento para quem vá operar e punir de maneira efetiva quem se utiliza da inteligência artificial com má fé.  Outro ponto que cabe aos três poderes, em conjunto com a mídia, é a realização de campanhas que conscientizem as pessoas a respeito dos conteúdos à que são expostas na internet.

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