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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

                                                 Máquinas humanas


A ideia de “casa do futuro”, que permeia a grande utilização de tecnologias, não se trata de uma realidade tão distante. Hodiernamente, já existem moradias em que os aparelhos elétricos podem ser desligados virtualmente pelo celular e sem que uma pessoa precise intermediar. Essa tecnologia é a inteligência artificial, criada na década de 40, cujo princípio é agrupar conhecimentos de diversas áreas e usá-los analogamente ao cérebro humano. Contudo, embora seja importante para agilizar a resolução de problemas e facilitar no cotidiano da população, deve-se estabelecer limites éticos e morais para a utilização da inteligência artificial, evitando prejuízos à humanidade.


Cabe ressaltar, primeiramente, que um entrave possível é a restrição da liberdade individual, um direito fundamental previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Semelhante ao que Guy Debord designa como a atual “liberdade ilusória”, cuja escolha dos consumidores se resume a optar pelos produtos já existentes no mercado, a inteligência artificial pode reduzir ainda mais as oportunidades de escolha, já que, essas máquinas possuem a capacidade de tomar decisões automaticamente, sem oferecer alternativas aos indivíduos. Portanto, os Estados precisam criar mecanismos legais que impeçam a restrição do direito à liberdade.


Em segunda análise, destaca-se a preocupação com a substituição do homem pelas máquinas, principalmente em atividades criativas. Um exemplo disso é o álbum musical de uma cantora americana escrito integralmente por meio da inteligência artificial, o que é uma padronização da arte com finalidade comercial, elucidada no conceito de “indústria cultural” de Adorno. A arte é a expressão das individualidades do homem, sendo um diferencial deste em relação aos outros animais, destarte, utilizar-se da tecnologia para homogeneizá-la é uma maneira de desumanizar a sociedade.


Desse modo, todos as nações devem desenvolver mecanismos para normatizar a inteligência artificial. No Brasil, o Congresso Nacional, responsável por elaborar leis de âmbito federal, deve criar, por meio de debates, inclusive, com a presença de especialistas no assunto, uma legislação específica que defina em quais situações o uso dessa ferramenta deve ser vetado por questões éticas, a fim de evitar que ela se sobreponha aos direitos humanos. Ademais, é necessário que essas leis sejam fiscalizadas, tanto pelo setor público, como pela população, sendo possível, no futuro, um equilíbrio entre as tecnologias e a sociedade.

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