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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

Após a Segunda Guerra Mundial iniciou-se a Terceira Revolução Industrial, que impulsionou os avanços tecnológicos por todo o mundo, sobretudo no meio industrial. Não obstante, nas conjunturas atuais, estamos vivenciando a Quarta Revolução Industrial, que orna máquinas com processos digitais, as quais resultam na Inteligência Artificial(Ai). Diante disso, desafios éticos e morais de tal Inteligência podem se tornar impasses para a sociedade. Nessa perspectiva, convém analisarmos tais desafios, vistos ora na falta de privacidade, ora nas más condições trabalhistas.


A priori, é importante salientar que a Inteligência Artificial resulta na falta de privacidade. Isso porque, embora tal tecnologia auxilie na internet, para que os assistentes digitais lidem melhor com as pessoas, são necessárias várias informações sobre os usuários para garantia de resultados personalizados, entretanto, os dados podem sofrer riscos perante ao sigilo. No episódio “Be Righ Back” da série Black Mirror, é retratada a falta de privacidade dos dados de um usuário, pois quando ele morre, uma máquina tem acesso à todas suas informações pessoais e as transforma em um robô idêntico ao falecido, aliviando a dor da sua mulher, devido à  impossibilidade dela vivenciar o luto. Fora das telas, infelizmente a realidade não é distante,   de acordo com o site G1, o governo alemão proibiu a comercialização da boneca Cayla que ouvia e dialogava com crianças e, por conseguinte armazenava essas informações, as quais até criminosos poderiam ter acesso. Logo, apesar dos benefícios da IA no campo tecnológico, ainda há entraves para que ela possa dialogar no campo ético e moral.


 



A posteriori, destaca-se que a IA resulta na exploração de trabalhadores. Isso porque, para que as máquinas tenham mais aprendizados e hajam como humanos, é necessário pessoas para gerarem dados e algoritmos, porquanto  empresas se instalam em países mais pobres, cuja busca por emprego é maior, a fim de conseguir mão de obra barata. Diante do exposto, segundo a Organização Internacional do Trabalho, na África indivíduos trabalham em condições precárias nas empresas que usam IA, para receberem apenas 1,33 dólares por hora. Segundo o filósofo Pierre Levy, “toda nova tecnologia cria seus excluídos.” Diante disso, nota-se  uma escassez da IA nos valores éticos e morais, pois auxilia alguns e é insalubre à outros. 


 



Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para liquidar tais impasses. Urge que o Ministério da Educação deve inserir nas escolas a disciplina de Educação Digital, que seja obrigatória desde o ensino fundamental, a fim de alertar os indivíduos sobretudo à respeito dos riscos da exposição de dados pessoais na internet, pois assim os riscos de acidentes com a exposição dos dados poderiam ser evitados. Ademais, cabe ao Governo Federal reorganizar as leis trabalhistas para que os indivíduos não se sujeitem a situações horrendas no trabalho. Sob essa ótica, quiçá uma sociedade plena seria alcançada.

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