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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

     A obra "Matrix" retrata a descoberta do hacker Neo de que o mundo não passa de uma simulação de computador, situação esta gerada pelas máquinas, que declaram guerra à humanidade após serem agraciadas com a inteligência artifical (IA). Apesar de ficcional, esse contexto de avanço tecnológico apresenta desafios éticos e morais na realidade não só pela banalização da falta de privacidade e de segurança no meio digital, mas também pelo não estabelecimento de critérios acerca do uso de tais inovações. 


     Convém ressaltar, a princípio, que há uma caótica falta de privacidade e, consequentemente, de segurança no que se refere às redes de acesso à informação provenientes do desenvolvimento da tecnologia, fenômeno este que ocorreu com o advento da Revolução Técnico-Científico Informacional. Dessa forma, o surgimento de modernos smartphones, robôs e outras máquinas autônomas proporcionou ora o acesso aos dados sigilosos de um Estado, ora a invasão das informações íntimas e particulares de um indíviduo, por exemplo. Sob tal ótica, a teoria "banalidade do mal", da filósofa Hannah Arendt, ao afirmar que o comportamento inflluenciado por terceiros gera a irracionalidade das pessoas, ratifica como a liberalização total do uso de dispositivos de IA causa impactos negativos e, muitas vezes, imperceptíveis por parcela da sociedade.


      Ademais, é notório que não existe no país uma delimitação de critérios para a utilização de inteligência artificial. Nessa perspectiva, os modernos aparelhos e máquinas podem ser usados para fins prejuciais e até mesmo ilegais, como exemplifica o manejo de aviões pulverizadores de agrotóxicos em lavouras no Mato Grosso que, por uma falha na programação do sistema, acabaram por atingir uma cidade próxima, o que proporcionou graves sequelas para a população local. Com isso, nota-se como o direcionamento do uso de IA, sem o estabelecimento de critérios éticos pela legislação, traz consequências negativas, evidenciada naquele caso, com a busca incessante por lucratividade de empresariais capitalistas. 


      A inteligência artificial, portanto, apresenta impasses que necessitam ser mitigados. Para tanto, urge ao Poder Legislativo criar uma lei que possibilite a delimitação do uso de maquinários e dispositivos autômonos no país, por meio da isenção de alguns impostos para as empresas e indústrias que se adequarem a essa nova medida e permitirem uma fiscalização. Essa política de averiguação deverá ser exercida por fiscais regionais, que devem ser selecionados pelos Governos Estaduais. Assim, gradativamente, as conflitantes máquinas de inteligência artificial de "Matrix" serão apenas uma utopia na realidade brasileira. 

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