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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

      Na série "Altered Carbon" o enredo histórico futurista retrata personagens que por meio de estudos científicos e tecnológicos, auxiliada pela inteligência artificial, consegue guardar em cápsulas a consciência e a essência do indivíduo. No entanto, atualmente, essa ficção outrora utópica, apresenta o século XX, na era técnico-científico-informacional, em que a sociedade modificou-se, severamente, em suas relações sociais, trabalhistas e virtuais, causando desafios relacionados aos impactos éticos e morais da tecnologia. Nesse sentido, é preciso uma reflexão embasada não só no que tange aos impasses advindas dos impactos da tecnologia nos setores produtivos: "substituição do homem pela máquina", mas também acerca dos riscos causados pelos abusos de privacidade no âmbito virtual.



        Em primeira análise, consoante ao cientista Albert Einstein, "tornou-se aparentemente óbvio que a tecnologia excedeu a humanidade". Diante desse exposto, é indubitável que o maquinário extremamente preciso e seguro da inteligência artificial, substitua o homem repleto de falhas. Dessa forma, entre outros exemplos, vê-se na prática, a utilidade benéfica em hospitais da utilização da inteligência artificial, sendo autonomamente configurada por algoritmos que visam a infalibilidade dos procedimentos realizados pela tal. Por outro lado, o médico físico torna-se substituível e desempregado, fazendo com que se submeta às consequências negativas do avanço tecnológico.



        Nesse ínterim, no filme "Matrix" apresenta exatamente o poder que a tecnologia tem, sendo essa retratada em máquinas que conscientemente conseguem manipular a sociedade. Nesse sentido, é notório que esse ideal é constatado na ficção e assemelha-se com a atualidade, haja vista que no âmbito virtual as pessoas estão presas a bolhas cibernéticas repletos de algoritmos desenvolvidos, especialmente, para agradar, modelar, controlar e persuadir o internauta virtual por meio de propagandas. Dessa maneira, desenvolveu-se uma alienação virtual em que essas ações dos algoritmos comandam a inteligência artificial e, consequentemente, compromete a liberdade virtual e o bem-estar do indivíduo nesse meio.



      Em suma, para mitigar o problema dos algoritmos inteligentes interferindo maleficamente a sociedade, cabe ao Governo, com auxílio dos Ministérios da Comunicação e do planejamento, estabelecer como Lei nacional obrigatória a transparência dos meios virtuais para os internautas, além de promover em no centro da rede nacional de internet, fiscais virtuais no intuito de monitorar e garantir a segurança dos indivíduos acerca de propagandas computadorizadas pela inteligência artificial que afligem os princípios de privacidade e buscam a manipulação do indivíduo.

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