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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

A partir da Revolução Técnico-Científica, iniciada no século XX, as tecnologias de inteligência artificial (IA) avançaram rapidamente. Nesse sentido, no contexto atual, há a discussão acerca dos desafios e limites éticos e morais dessa, uma vez que, ao mesmo tempo que seus algoritmos agregam inúmeros benefícios, eles carecem de transparência, são difíceis de serem explicados, e comprometem a privacidade do usuário. Dessa forma, é substancial a revisão desse mecanismo, para que a sociedade desfrute dos avanços tecnológicos de maneira saudável.


Em primeiro plano, é imprescindível pontuar e analisar a causa desses desafios. Como a ética é definida pela moral humana, algo que, para o filósofo Aristóteles, sofre influência de questões sociais e culturais, chegar a um consenso global sobre a IA é desafiador. No entanto, muitos concordam que as decisões e aplicações tecnológicas deveriam ser mais claras e objetivas, uma vez que ainda há a banalização de abusos de privacidade e até agravamento do preconceito e da discriminação de certos grupos devido a existência do anonimato na internet. Assim, para tentar regulamentar o tratamento dos dados pessoais de clientes e usuários, entrará em vigor em agosto de 2020 no Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).


Outrossim, é importante destacar a necessidade de limites para a inteligência artificial. Nesse aspecto, a discussão não deve ser pautada em questões religiosas, como no Brasil que hoje é considerado um país conservador em certos aspectos, mas sim em questões técnicas e científicas, já que até as maquinas podem falhar. Assim, essa imprecisão no cotidiano pode ser indiferente, no entanto em processos relacionados a saúde, ela pode ser decisiva e, portanto, o ser humano não deve ser excluído desse tipo de acontecimento.


Torna-se evidente, portanto, a necessidade de estabelecer arcabouços legais que protejam os indivíduos e as instituições e, simultaneamente, preserve o grau de liberdade necessária ao desenvolvimento científico. Para isso, cabe ao Estado criar um órgão que regulamente a inteligência artificial, buscando fiscalizar as empresas e garantir a transparência, exigindo que o usuário esteja ciente do uso de seus dados pessoais. Além disso, no caso do uso da IA nos hospitais, o Ministério do Trabalho deve exigir uma quantidade mínima de pessoas atuando a fim de monitorar as maquinas, garantindo os princípios éticos e morais e a integridade da sociedade.

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