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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

Newton tinha razão


No filme ‘’Extinção’, é retratado um planeta dominado por máquinas inteligentes e a busca dos humanos em reverter essa situação. Nesse sentido, o enredo foca nos sonhos de Peter, que ao longo da narrativa se apresentam, na verdade, como lembranças: eles foram criados pelos seres humanos com o intuito de servi-los, porém, foram dominados por um sentimento de revolta. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pelo filme pode ser relacionada com o avanço da inteligência artificial (IA) no século XXI: gradativamente, a substituição das funções humanas pela robotização e a possível superação do intelecto de seus criadores corroboram para o seu recuo.


Em primeiro plano, é importante destacar que, em função da sucessão do trabalho humano pelo emprego maquinário, tais como, automatização de procedimentos cirúrgicos e de meios de transporte, pessoas estão perdendo seus postos de trabalho, até mesmo as com formação profissional. De acordo com uma pesquisa inédita feita pelo Laboratório de Aprendizado da Universidade de Brasília (UnB), 45% das empresas que existem hoje serão automatizadas em apenas vinte anos. Isso se deve, principalmente, ao fato de que o que era apenas um cambio dos serviços físicos se expandiu para o campo estratégico e intelectual.


Analogamente, presencia-se um forte questionamento diante do aumento de pesquisas e desenvolvimento no ‘’Maching Learning’’ – campo da Engenharia de computação responsável pelo aprendizado computacional e artificial: quão inteligente os humanos podem tornar a inteligência sintética de forma que essa não ultrapasse a nossa própria? Segundo Stephen Hawking – um dos mais renomados cientistas do século - a criação bem sucedida do IA seria o maior evento na história da humanidade e infelizmente pode também ser último. Dessa forma, o desenvolvimento na área deve ser repensado e moderado, respeitando os limites éticos, a fim de garantir a existência humana.


Dessarte, como afirma o físico Isaac Newton, é necessária a ação de uma força externa para que a atual condição tecnológica saia do lugar. Para isso, os engenheiros e cientistas da computação devem destinar a inteligência artificial à criação de novas oportunidades para a espécie humana, e não a sua substituição, por meio de uma equipe formada por psicólogos, psicanalistas e filósofos que avaliarão o que deve ser transmitido, configurado e o que deve-se limitar, de modo a garantir a assiduidade do empoderamento humano, como também, seus cargos de trabalho. Feito isso, a realidade retratada no filme não passará de um enredo fictício.

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