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Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

Em sua obra de ficção científica, o escritor Isaac Asimov formulou a Lei zero da robótica, a qual determinava ser proibido a robôs fazer mal a um ser humano. Todavia, fora da ficção, o que se observa é o ato voluntário humano de pôr-se em risco com suas próprias criações, de modo que a violação da privacidade e da liberdade de escolha, causada por inteligências artificiais, ameaçam a moral e a ética hodierna.


Nesse meandro, por trás da internet, têm-se inteligências artificiais cujos algoritmos são treinados para registrar os interesses dos internautas, cativando os mesmos às escolhas que tais mecanismos efetuam e retirando a liberdade de escolha do indivíduo. Outrossim, a ação de identificar o perfil de consumo do usuário e permitir que somente anúncios equivalentes ao gosto do mesmo cheguem ao usuário, configura-se como uma estratégia do mercado para manter o indivíduo por mais tempo nas redes e viola o direito de escolha, ao passo que as opções oferecidas ao consumidor, embora consonantes com seu gosto, são seleções feitas por uma máquina e não pelo próprio indivíduo.


À vista disso, a popularização de aplicativos que, de maneira tácita, capturam dados de usuários para treinar algoritmos em desenvolvimento demonstra a violação de privacidade proporcionada por algumas inteligências artificiais. Nessa toada, o Faceapp, por exemplo, conhecido por envelhecer as fotos de seus usuários, era na verdade uma inteligência criada para desenvolver algoritmos de reconhecimento facial. Dessa maneira, ainda que as fotos fossem oferecidas de maneira espontânea, a falta de transparência com o real objetivo do Faceapp demonstra a ameaça ao princípio ético da privacidade que algumas inteligências podem proporcionar.


Mediante o elencado, é mister a tomada de medidas para atenuar o impasse. Para tanto, é necessário que o Ministério da Ciência e Tecnologia efetue, via concurso público, efetue a contratação de analistas de redes sociais e de sistemas que, valendo-se de novos algoritmos por eles desenvolvidos, efetuem a fiscalização de empresas e aplicativos que estejam ameaçando a privacidade ou a liberdade de escolha dos internautas brasileiros, a fim de que inteligências artificiais sejam fiéis à lei de Asimov.


 

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