ENTRAR NA PLATAFORMA
Desafios éticos e morais da Inteligência Artificial

A obra cinematográfica “O Homem Bicentenário” retrata a estória de um robô com inteligência artificial (IA) em um mundo futurista, o qual foi comprado por uma família, mas logo em seguida, trocado por uma versão mais aprimorada. Embora trate-se de uma ficção, essa estória está cada vez mais próxima de torna-se uma história do século XXI, uma vez que as IAs associam-se aos cotidianos dos brasileiros de forma expressiva, fato que implica desafios éticos à sociedade. À vista disso, convém buscar caminhos para enfrentar essa eminente realidade.


A princípio, considera-se os “aplicativos IA” presentes nos aparelhos fornecidos por grandes empresas tecnológicas, como a Cortana da Microsoft, e as suas relações com a privacidade do usuário. Nesse sentido, ainda que essas multinacionais neguem efetuar interferências na vida de seus consumidores por meio dos seus programas, é fato que ao acessar a internet e pesquisar por determinados produtos, automaticamente, os algoritmos presentes nessas IAs irão monitorar essas buscar e posteriormente formular propagandas direcionadas aos internautas em questão, de forma a estimular o consumo. Tal constatação fora prevista, de forma teórica, pelo sociólogo Theodor Adorno e o seu conceito de indústria cultural, cujo significado está diretamente associado ao controle comportamental executado por empresas capitalistas.


Ademais, vale ressaltar os perigos da crescente dependência tecnológica na qual a sociedade insere-se e a sua profunda vinculação com o desenvolvimento de inteligências artificiais. Tal como no filme “O Homem Bicentenário”, as relações sociais hodiernas incluem demasiadamente o uso de tecnologias avanças para realizar tarefas, sem importar-se com as eventuais consequências ou conflitos éticos que isso possa pressupor. Prova disso, é o uso de IA para substituir o trabalho de diversas pessoas no setor de telecomunicações, cujos impactos estão diretamente associados ao desemprego desses humanos e à contínua mecanização das relações sociais, posto que este campo de atuação necessita de interação entre duas entidades, hoje, homem e máquina.


Destarte, não restam dúvidas que a utilização irrestrita da IA no cotidiano do orbe acarreta impactos nocivos aos cidadãos. Nessa perspectiva, cabe ao Estado, em parceira com o Ministério da Ciência e Tecnologia, executar um projeto de fiscalização das importações e produções tecnológicas e suas aplicações no Brasil. Isso será possível por meio da taxação de pelo menos 5% dos lucros obtidos pelas empresas internacionais que utilizem IA como forma de modelar os mercados do país, verba essa que será utilizada no financiamento de projetos nas universidades públicas cujo objetivo seja promover as medidas éticas necessárias à implantação de sistemas de inteligência autônoma no país, de modo a garantir a privacidade e a integridade cidadã da população, visando amenizar os impactos vigentes dessas inovações contemporâneas. Dessa forma, os perigos denunciados pelas ficções científicas poderão ser evitados.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde