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Desafios do jornalismo contemporâneo

Durante a primeira metade do século XX, o Partido Nazista Alemão investiu em propagandas manipuladoras com intuito de apresentar ao mundo uma Alemanha feliz, próspera e acholhedora, entretanto, o país encarava seu período mais nocivo para com a população local. No atual século XXI, as redes sociais são os principais meios por onde seus usuários compartilham momentos felizes, realizações pessoais, seus rostos e corpos, que nem sempre condizem com suas realidades afora do mundo virtual, ocasionando dependência de quem as publica e infelicidade por parte de quem evidencia tais postagens.


A priori, a popularidade em redes sociais se da através do número de curtidas e seguidores, o que leva seus usuários a mensurarem estes números com a admiração recebida por suas publicações, internalizando uma dependência cada vez maior por aprovação, que os leva a procurarem sempre alavancar estes números, de modo que investem em uma imagem de vida feliz, radiante, cercada de amigos e familiares e exibição de relacionamentos perfeitos, ao passo que se distanciam da vida real, pois a realidade não resulta em números consideráveis, comparado aos resultados de aparentar uma vida perfeita através das mídias.


Paralelamente, quem se depara com publicações que exibem um modelo de vida perfeito, acaba tendo sua auto-estima e felicidade afetada, pois as publicações reforçam padrões de vida que muitas vezes não são alcançáveis, gerando frustramento e o sentimento de insuficiência pessoal. Mulheres estão entre os usuários mais afetados, pois nossa sociedade patriarcal resulta em uma enorme gama de padrões femininos ideais, sejam eles peso, aparência ou corpo, que ocasiona insegurança por parte de quem não pode considerar-se dentro de tais padrões e um desejo de ter uma vida semelhante a de quem possui uma aparente vida perfeita e atributos fisicos socialmente ideais.


Medidas são necessárias para resolver este impasse. O Ministério da Educação, alinhado as instituições de ensino, deve promover um ensino menos tecnista e mais voltado ao olhar crítico, através de debates, palestras e campanhas publicitárias voltadas ao respeito das diferenças fisicas, sociais e religiosas, resultando em um uso consciente de redes sociais, assim filmes, seriados, novelas e livros necessitam tornar-se mais inclusivos para os mais diversos fenótipos, pois possuem grande influência sobre de quem os consome. O Art. 20 da Lei 7716/89 da Constituição Federal de 1988, considera criminoso o ato introduzir discursos de ódio através da internet, cabe ao poder Legislativo regular o cumprimento eficaz desta medida.

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