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Desafios do empreendedorismo feminino

Na série televisiva "Good Girls", é relatado três mães que passam por dificuldades financeiras. Cansadas dessa vida, elas resolvem fazer um assalto a um supermercado. Assim, com o sucesso do roubo, elas começam a investir nisso, mas não esperavam enfrentar problemas de uma autoridade maior. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada na série pode ser relacionada ao desafio do empreendedorismo feminino no Brasil, visto que mulheres passam por dificuldades em crescer com o próprio negócio. Nessa perspectiva, há dois fatores que podem ser negligenciados: o crescente machismo e a falta de confiança e patrocínios.
Em primeiro lugar, segundo um levantamento feito pelo Sebrae, no ano de 2016 mais de metade dos novos negócios abertos foram realizados por mulheres. Nesse contexto, a figura feminina têm um papel importante no empreendedorismo brasileiro, mas o crescente machismo social, oriundo do patriarcalismo, acaba dificultando o avanço. "No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho." Por meio desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que determinado problema se configura como obstáculo para o empreendedorismo feminino, como visto, também, em "Good Girls".
Por conseguinte, vê-se que há uma certa dificuldade em mulheres adquirir confiança e patrocínios para investir em seu negócio, como retratado na série da Netflix "Coisa Mais Linda", em que Maria Luiza abre um restaurante e passa por conflitos com seu pai por ser mulher tentando empreender, e na tentativa de conseguir patrocinadores que acreditem nela. Dessa forma, observar-se que rótulos arraigados à mulher corroboram com uma crescente bolha sociocultural.
Dessarte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério do Trabalho incentive, por meio de verbas governamentais, que patrocinadores invistam em negócios femininos, apoiando e mostrando a importância da mulher no empreendedorismo, evitando o machismo e estereótipos destinados à elas. Outrossim, no âmbito da tecnologia, as redes sociais devem mostrar total apoio às mulheres que são novas nesse mercado publicando propagandas incentivando-as. Somente assim, será possível quebrar os obstáculos que impedem o empreendedorismo feminino e, ademais, evitar novos acontecimentos como observados em "Good Girls".

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