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Desafios do empreendedorismo feminino

No filme 'Vingadores:Ultimato", o universo é marcado pela desconstrução da divisão de papéis por gênero. Nesse sentido, todas as heroínas, com o intuito de proteger a Manopla do Infinito, que está com Capitã Marvel, se reúnem, assim destacando a força de representatividade feminina no ramo dos super-heróis. Contudo, fora da ficção, atualmente, as mulheres não possuem seus espaço conquistado, como no filme, mas possuem desafios a serem enfrentados, principalmente no âmbito empreendedor, mediante o machismo e a dupla jornada imposta. Destarte, é fundamental analisar essas razões que tornam a problemática uma realidade no mundo contemporâneo.


Em primeiro lugar, cabe abordar que, em função da tentativa de entrada no empreendedorismo, mulheres são cada vez mais expostas a uma série de atitudes machistas, consequência do sentimento de superioridade masculina, ainda enraizado na sociedade. Segundo a Constituição Brasileira de 1988, todos os indivíduos têm direito a uma vida igualitária, independente do gênero. No entanto, na prática, esse direito não é assegurado a uma parcela da população feminina. Isso ocorre porque, os homens, mediante a visão de estar no mesmo cargo, ou até mesmo, receber ordem do sexo oposto, não aceitam a situação com tal nível de igualdade. Por conseguinte, com a necessidade de fazê-las inferiores, desrespeitam, assediam e as tratam sob ameaças e ignorância.


Em segundo lugar, outro fator a salientar ,é a dupla jornada no que tange aos afazeres domésticos. Na série nacional da Netflix, "Coisa mais linda", por exemplo, é notório o contexto patriarcal, onde as mulheres precisam ser subservientes e como "o homem é mais focado, profissional e menos sentimental", saem de casa para trabalhar e sustentar a família. É evidente que muitas circunstâncias não se alteraram no cenário hodierno: o público feminino, além de enfrentar barreiras durante o dia na empresa, chegam em casa e precisam cuidar da casa e filhos. Consequentemente, os homens são priorizados na hora de serem contratados. Isso porque ,não ficam exaustos mediante duas jornadas diárias, e não correm o risco de surgir imprevistos com os filhos durante o expediente, assim obrigando-os a sair.


Torna-se evidente, portanto, que as mulheres são desafiadas diariamente, no âmbito empreendedor. Assim, cabe ao Ministério da educação -ramo do Estado responsável pela formação civil- inserir, nas escolas, desde a tenra idade, a disciplina da Educação Igualitária, de cunho obrigatório em função de sua necessidade, além de difundir campanhas informacionais, por meio das mídias de grande alcance, para que o sujeito tome conhecimento da importância e valor de cada um. Além disso, cabe às entidades governamentais a elaboração de medidas que minimizem os efeitos das propagandas de produtos de limpeza que fixam apenas a imagem da mulher trabalhando na cozinha. Dessa forma será possível trazer as heroínas brasileiras para o campo de batalha hodierno.

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