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Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos

    Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, cujo corpo social encontra-se ausento de conflitos e problemas. No entanto, fora da ficção, a realidade brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que a alfabetização tecnológica para os idosos apresenta barreiras para a concretização da obra. Logo, cabe avaliar fatores como o uso da linguagem técnica e a desigualdade social que contribuem com o óbice.


   Em primeira análise, é fulcral pontuar o uso excessivo da linguagem mais técnica na elaboração dos dispositivos como um dos principais agentes dessa entrave. O surgimento da internet em solo brasileiro, torna-se presente no final do século XX, com a ajuda de faculdades paulistas e cariocas durante o processo. Uma nova fase tecnológica surge, no entanto, a sociedade integralmente não se adapta com as aceleradas mudanças e fluxos intensos de informações, no qual a linguagem técnica presente nos instrumentos, inseridos em uma recente geração, permeada por aparelhos tecnológicos modernos, impede total entendimento acerca do produto, dificultando a democratização da tecnologia aos mais velhos. Desse modo, faz-se necessário o uso de medidas a fim de reverter esse quadro deletério.


   Outrossim, é válido ressaltar a desigualdade social como produto dessa problemática. O Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, segundo o relatório divulgado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Para obter-se o acesso à internet é necessário uma boa renda, já que o serviço de instalação e manutenção é caro, além dos altos valores dos aparelhos no mercado. Por conseguinte a essa realidade, torna-se mais difícil o contato do idoso com a tecnologia, visto que são considerados indivíduos economicamente inativos de baixa renda, ou seja, não  exercem atividade remunerada. Logo, a desigualdade social retarda a solução do problema em questão.


   Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um Brasil melhor. Dessa maneira, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em aulas públicas e gratuitas sobre o uso e manuseio da tecnologia, a fim de atender toda a camada social brasileira, além disso, impele-se que o Ministério da Economia aumente a aposentadoria, com o fito de democratizar o acesso à tecnologia para o idoso. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo a solução da problemática, e a coletividade alcançará a Utopia de More. 

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