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Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos

Na antiguidade, o conhecimento era atribuído aos mais velhos, ditos anciãos, responsáveis por disseminar sua sabedoria na sociedade da época, garantindo o avanço social. Em contraste com isso, no Brasil do século XXI, com o advento da revolução industrial e o acelerado dia a dia, os idosos são tidos como perpétuos sujeitos ultrapassados em suas tecnologias e modo de vida. Diante disso, convém analisarmos as causas e consequências do desafio na alfabetização tecnológicas desse público, a fim de mitigar mazelas atribuídas para essa camada social.


 


Em um primeiro momento, grande parte da sociedade compartilha a ideia de que na terceira idade não se é possível aprender e/ou acompanhar a evolução tecnológica de hoje. Quem enxerga por esse viés, mostra o quão retrógrada é sua visão, já que a grande dificuldade dos idosos no país é forjada pela baixa importância agregada pela indústria tecnológica para esse público e não por sua capacidade. Como prova disso, a Associação Brasileira de Geriatria e Gerontologia (ABGG), afirma que os idosos não são vistos com prioridade pela indústria, desenvolvedores de softwares e afins, afastando-os da possibilidade de interação tecnológica. Logo, esse descaso promove a marginalização da terceira idade e o fomento dado pensamento atrasado, mesmo quando o Estatuto do Idoso, em seu artigo 2º, garante o direito à inclusão e acessibilidade para desenvolvimento psicossocial de maiores de 60 anos.


 


Como consequência disso, o país poderá ingressar num colapso ainda maior com o crescimento de problemas psíquicos na terceira idade, a qual tem como um dos propulsores o analfabetismo tecnológico. Isso porque, boa parte da população brasileira hoje se comunica através de redes sociais e quando isso não é possibilitado para uma fatia da sociedade, essa fica isolada, excluída, vulnerável às psicopatologias, como alertou o G1 em pesquisa realizada em 2018 sobre o aumento dos casos de depressão de idosos no país. Ademais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), projetou, já para 2050, um aumento exponencial de idosos e, junto a eles, os mais variados problemas que o Estado precisará encarar: caso essa ótica de séculos passados seja mantida e o descaso perpetuado, além de usurpar direitos, o Brasil estará adoecendo em proporções desconhecidas.


 


Em suma, é necessária uma real importância para alfabetização tecnológica de idosos no Brasil. Logo, é preciso que o Estado exija das indústrias brasileiras ou atuantes no país a efetivação de mecanismos de acessibilidade para a terceira idade. Isso, por meio de equipamentos projetados com foco em dado público, pensando em suas necessidades fisiológicas, psicomotoras e que expanda a possibilidade de interação virtual, desde um caixa eletrônico a um smartphone, permitindo sua autonomia social. Logo, espera-se com isso que o Estado, em parceria com a indústria, corrobore para a preservação e desenvolvimento psíquico dos idosos, respeitando o Estatuto que os protege e, a partir disso distancie a ideia errônea do idoso como incapaz, mas permita que sejam vistos novamente como sujeitos atuantes na sociedade de hoje, como foram na antiguidade.

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