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Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos

     No filme "UP: Altas Aventuras" é apresentado um desejo para a autorealização de um idoso, acompanhado de um jovem durante toda a trajetória. Ao longo da narrativa, são retratadas as condições de distanciamento entre a idade juvenil oriundo a terceira idade. Fora das telas, observa-se que tal afastamento é determinada pela exclusão digital dos idosos tanto no âmbito social quanto no âmbito educacional, problema agravado na contemporaneidade. Assim, cabe a análise acerca de causas, consequências e possível solução da problemática.


     Precipuamente, a acessibilidade é um dos fatores que discriminam o aprendizado do idoso sob a limitação física e psicológica. Zygmunt Bauman, sociólogo contemporâneo, defendia que a sociedade atual é individualista, em que, o conjunto social é uma estrutura líquida que gira em torno do próprio interesse. Tais métodos, são percebidos pela falta de investimentos do poder público que os incluam no ensino tecnológico. Como dito por Bauman, as relações escorrem pelos vãos dos dedos; algo grave, tendo em vista o ferimento do direito ao idoso, previsto na Constituição de 1988, mas que na prática são negligênciadas e separadas do envolvimento com o público.


     Vale também ressaltar os efeitos desse fenômeno. De acordo com a pesquisa publicada no portal G1, a neurociência é um ramo que pode identificar os sintomas de velhice. Nesse sentido, a perda de memória e o enfraquecimento podem ser combatidas mediante ao uso da educação tecnológica. Em contrapartida, não há uma preocupação com o desenvolvimento estável da terceira idade, desfrutando-se de processos lentos e espaços ainda menores na construção do ensino alfabetizado. Desse modo, os idosos passam a utilizar constantemente as seguintes expressões: "aproveitar a vida o quanto é jovem", tendo como barreira exclusiva da desconstrução desses atos e isso precisa mudar urgentemente.


     Depreende-se, portanto, que os desafios da alfabetização tecnológica é uma questão evidente e necessita de mais atenção. O Governo Federal, como instituição regulamentadora do direito ao idoso, deve investir na abertura de programas sociais em relação a setores educacionais de tecnologia, por meio da divulgação de projetos que sejam direcionadas as multidisciplinas e oferecidas gratuitamente. Espera-se, com isso, que os idosos possam usufruir da alfabetização por meio digital, pois, assim como em "UP", após tantas brigas, houve uma reconciliação e paz entre as gerações.

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