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Desafios da alfabetização tecnológica para os idosos

Graças a um mundo cada vez mais imerso na tecnologia, atitudes sociais comuns, como ir ao banco ou realizar pagamentos em lotéricas, tornaram-se "ultrapassadas" e facilitadas por aplicativos e aparelhos digitais. Segundo Anthony Giddens, um renomado sociólogo contemporâneo, as mudanças acarretadas pela globalização influencia, diretamente, no modo de vida dos indivíduos. Alteração esta que pode ser percebida no grupo da terceira idade brasileira, já que possuem dificuldade na manipulação das novas tecnologias, tornando-os mais dependentes de ajuda. Esse revés decorre tanto do alto custo dos aparatos tecnológicos quanto da ausência de investimentos na educação digital voltada para essa comunidade para contornar esse cenário. Posto isso, faz-se necessário o investimento estatal na alfabetização tecnológica dos idosos do país.



A princípio, de acordo com a Universidade Federal de Minas Gerais, o gasto com a criação de programas voltados para os indivíduos mais velhos é elevado, tornando a inclusão dessa parcela social no meio virtual dificultada, tendo em vista que as empresas especializadas nessa área são desestimuladas por esses preços excessivos. Além disso, a tributação imódica brasileira sobre os produtos tecnológicos em geral, fomenta uma não acessibilidade dos aposentados a smartphones e computadores, mantendo essa comunidade distante do contato com esses instrumentos modernos e, assim, contribuindo para a continuação dessa problemática que permeia a sociedade do Brasil.



De igual modo, vale destacar que o Estado também possui uma parcela da culpa desse mal, já que seus investimentos nesse setor é insuficiente quando comparado ao número de idosos usuários, chegando a 26 milhões de pessoas conforme os dados do IBGE. Nesse contexto, a precariedade do ensino público da alfabetização tecnológica voltado para os mais velhos se destaca, validando a situação preocupante no qual se encontra o país. Para mais, a inclusão digital contribui para banefícios ligados à saúde desse grupo, haja vista que os jornais, os bancos e as redes sociais virtuais estimulam a função motora, a memória e o contato social dos anosos, ressaltando, dessa maneira, a importância da intervenção governamental nesse quadro social para contribuir para o estado físico e psicológico da população idosa.



Diante do exposto, conclui-se que o Ministério da Educação (MEC) deve criar turmas nas escolas e nas universidades públicas voltadas para o ensino do manuseio dos aparatos digitais, como celulares e computadores, por meio de aulas com acesso a profissionais da área de Tecnologia da Informação, a fim de responder dúvidas dos idosos e promover a alfabetização tecnológica desses indivíduos, tornando-os mais indepentes, integrados e familiarizados com essa realidade virtual. Por fim, cabe ao Ministério da Tecnologia e Comunicação (MCTIC), em parceria com empresas privadas, promover tanto a redução dos custos com o desenvolvimento de aplicativos voltados para esse público quanto a diminuição dos preços dos produtos tecnológicos, através de uma resolução da taxa tributária sobre esse setor comercial do país, com o objetivo de gerar uma maior acessibilidade desses instrumentos a todos e facilitar o contato dos mais velhos com essa nova era digital. Então, desse modo, estaremos aptos a conviver, de forma saudável e inclusiva, com essa mutação social na qual Giddens salientou em sua tese.

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