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Depressão no meio acadêmico

A Segunda Geração Romântica no Brasil, ainda no século XIX, foi marcada pela melancolia e tristeza profunda nos seus versos. Na contemporaneidade, a depressão volta a ganhar destaque na sociedade, principalmente no meio acadêmico, dado o crescente número de indivíduos acometidos por essa enfermidade. Fatores de ordem educacional, bem como social, caracterizam o aumento de quadros depressivos entre jovens brasileiros.
É importante pontuar, de início, a negligência escolar quanto à saúde mental dos estudantes. À guisa do pensamento kantiano, o ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele, porém, as escolas brasileiras falham nesse processo de formação social. Ao se basear em um sistema que anula as individualidades dos alunos e submetem estes a diversas pressões pelo sucesso acadêmico, o atual meio estudantil não fornece o amparo que os adolescentes precisam, fomentando desequilíbrios psicológicos. Como reflexo dessa realidade caótica, o suicídio já é considerado a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, segundo a OMS.
Outrossim, tem-se a influência do modo de vida contemporâneo na temática. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a modernidade é caracterizada pela liquidez de suas relações. Nesse sentido, os relacionamentos hodiernos são reconhecidos por sua superficialidade e ausência de solidez, configurando um mundo de incertezas que desestabilizam os indivíduos. Esse fato é apontado por muitos especialistas, que qualificam a depressão como a doença do século XXI.
É notória, portanto, a relevância de fatores educacionais e sociais na problemática supracitada. Nesse viés, cabe às escolas, em consonância com ONGs, promover a conscientização sobre a importância da saúde mental. A ideia da medida é, a partir de palestras e debates nas salas de aula, além de campanhas nas ruas, minimizar os casos de depressão entre os jovens brasileiros, melhorando sua qualidade de vida. Paralelamente, a mídia, enquanto difusora de novos comportamentos e opiniões, deve propagar ideais de relacionamentos menos superficiais. Tal projeto deve contar com telenovelas e propagandas educativas que abordem o assunto a fim de superar a tendência contemporânea de liquidez das relações, contribuindo, assim, para o equilíbrio psicológico dos indivíduos. Por fim, o Governo, por intermédios dos órgãos responsáveis, deve disponibilizar profissionais da área no meio acadêmico para atender a juventude e reduzir os quadros depressivos entre os estudantes do país.
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