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Depressão e seus impactos na sociedade brasileira

  Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual, o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na contemporaneidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que a depressão tornou-se frequentemente presenta na sociedade, independente de classe ou condição social. Esse cenário antagônico, fruto dos eventos estressantes e decepções do cotidiano, tem se tornado uma condição alarmante na sociedade brasileira.


  É indubitável que a questão social esteja entre as causas do imbróglio. Considerada como “mal do século” na segunda geração do romantismo, a depressão mantêm-se crescente na sociedade. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 12 milhões de brasileiros sofrem com a patologia que é responsável pela maioria das tentativas de suicídio. Os episódios estressantes, a solidão, o consumo de álcool e drogas, as doenças crônicas, estão classificados como gatilhos para a doença a qual, pode atingir qualquer camada social.


  Outrossim, segundo o escritor Augusto Cury, não se deve desprezar as pessoas deprimidas, pois a depressão é o último estágio da dor humana.  De maneira análoga, é possível inferir a gravidade do problema ao analisar dados, cedidos pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), que afirmam a ocorrência de um suicídio a cada 46 minutos, diariamente, no país, ao ano a média chega a cerca de 11 mil suicídios no território brasileiro. Entretanto, muitos dos indivíduos depressivos, assim como as pessoas a sua volta, costumam negligenciar o imbróglio e demoram a reconhecer a doença e buscar ajuda profissional.


  Urge, portanto, a necessidade de medidas exequíveis a fim de reduzir os impactos da depressão na sociedade brasileira. Faz-se necessária a colaboração entre os países e as organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, no intuito de intensificar o combate à patologia por meio de ações como campanhas informativas, almejando diminuir o preconceito e tornar mais fácil a identificação dos sintomas, e a facilitação do acesso ao tratamento, pela distribuição gratuita dos medicamentos corriqueiramente utilizados para combater o distúrbio, priorizando o enfrentamento dessa doença nos sistemas locais de saúde de cada país.

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