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Democratização do acesso aos livros

       O educador brasileiro Paulo Freire, em sua obra " A Importância do Ato de Ler ", de 1988, afirma que: " a leitura do mundo precede a leitura da palavra". Entretanto, ao analisar  a realidade brasileira contemporânea, percebe-se a existência de alguns entraves para a democratização do acesso aos livros, o que caracteriza um vilipêndio com a questão da leitura no país. Nesse cenário, torna-se imprescindível analisar a deficiência cultural no que tange ao hábito da leitura e o descaso estatal para que o imbróglio seja sanado. 


     Convém ressaltar, a princípio, que o brasileiro não possui o hábito de ler livros. Prova disso, são os resultados de uma pesquisa divulgada pela Retratos da Leitura, por meio da qual constatou-se que apenas 2 a cada 10 brasileiros frequentam bibliotecas públicas com regularidade. Tais fatos espelham a carência de formação educacional brasileira, uma vez que a cultura da leitura deve ser incorporada pelas bases escolares. Com isso, é imperativo que as instituições de ensino revejam seus planos diretores, objetivando integrar o hábito da leitura no processo educacional do cidadão. 


       Em segundo plano, deve-se salientar o silenciamento das autoridades brasileiras frente à questão. Diante disso, evidencia-se a carência de políticas públicas para incentivar a cultura da leitura. Paralelo a isso, observa-se que a reforma tributária concernente ao retorno da cobrança do PIS e Cofins sobre os livros resultará, de modo consequente, no aumento dos preços e maior dificuldade de acesso pelos leitores. Desse modo, cabe ao Estado propiciar meios para ampliar o acesso aos livros.


        Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para democratizar o acesso aos livros e habituar os brasileiros à leitura. Para tanto, cabe ao Governo Federal, na figura do Ministério da Educação, aparelhar as escolas com boas bibliotecas públicas e aumentar o número de bibliotecas comunitárias por meio da criação de um Fundo Nacional Pró-leitura, a fim de que todos tenham acesso aos livros e desenvolvam o hábito de leitura. Ademais, cabe ao Ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizar os impostos sobre os livros com o intuito de promover um incremento nas vendas e a redução dos preços. Só assim, teremos uma sociedade democrática e justa.

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