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Demarcação de terras e impactos na cultura indígena



Nos séculos XVI e XVII, o colonialismo português no Brasil se deu de modo violento e promoveu o genocídio da população indígena. Isso se deve ao fato de que os portugueses não reconheciam os índios como humanos e nem consideravam válido seu direito às terras já ocupadas por eles. Hoje, infelizmente, esse direito ainda se encontra ameaçado pela discriminação histórica persistente contra os índios, que leva à aculturação desses povos.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que os obstáculos para a demarcação das terras índigenas encontra raízes na discriminação histórica contra essas etnias, presente até hoje. Encontra-se um exemplo dessa discriminação no livro Nove Noites, do escritor brasileiro Bernardo de Carvalho, que tem como cenário o Xingu, região do estado de Mato Grosso onde vivem muitas tribos índigenas. Em um dado momento, um personagem pergunta a si mesmo por que os índios escolheram viver em um território tão inóspito como o Xingu, e conclui o seguinte: eles foram empurrados cada vez mais para os piores lugares possíveis para a sua sobrevivência, e ao mesmo tempo a sua única e última condição. Deve-se destacar que a persistência desse preconceito, por sua vez, se deve ao desconhecimento dos brasileiros sobre os índios, que faz com que estes sejam vistos como estranhos, e sua reivindicação pela demarcação de terras algo sem importância.
Por conseguinte, essa ausência da demarcação das terras permite um contato cada vez mais próximo e constante entre as culturas dos índios e outras, o que leva à aculturação. Similarmente, Lévi-Strauss, um antropólogo belga, diz: "Quanto mais as culturas se comunicam, mais elas tendem a se uniformizar, menos elas têm a comunicar." Deste modo, observa-se a necessidade de haver uma comunicação equilibrada entre as culturas; suficiente, mas não excessiva.
Portanto, é míster que medidas sejam tomadas para solucionar o problema. Para que a população se conscientize acerca das populações indígenas, é preciso que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promova nas escolas debates e seminários sobre as tribos existentes no Brasil, que apresentem as diferenças entre as culturas de modo a permitir a compreensão delas em detalhes. Além disso, a FUNAI, aliada ao Ministério da Justiça, deve demarcar terras indígenas por meio de estudos geográficos e antropológicos, que considerem não só os territórios habitados pelas etnias, mas também os necessários para a caça e produção de alimentos. Somente assim, com o o isolamento das tribos em suas terras, pode-se evitar a homogeneização das culturas e preservar o seu patrimônio cultural.





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