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Demarcação de terras e impactos na cultura indígena
O conceito de Direitos Humanos, formulado pela primeira vez no contexto das guerras religiosas do século XVII, tornou-se um paradigma para atuação do Estado moderno. Examinando, contudo, o índio brasileiro hodierno, nota-se que seus direitos, como seres humanos, encontram-se deturpados no meio social, isso porque a não demarcação de terras influencia negativamente sua cultura e organização social e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade brasileira. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o negligenciamento de cláusulas pétreas, bem como o individualismo ainda presente na malha social brasileira.

Mormente, o negligenciamento de cláusulas pétreas é um dos estraves que caracteriza esse impasse. Tais cláusulas são evidenciadas na Constituição Cidadã vigente, por exemplo, em seu artigo 231, que reconhece, aos índios, sua organização social, direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam e etc. Contudo, elas são deturpadas pelo capitalismo que é corroborador das relações e ganâncias humanas, com a ocupação de terras, não demarcadas, dos nativos para o agronegócio, isso porque têm-se a concepção de que terra plantada lucra mais que terra habitada por índio. Logo, consequentemente, não só essa malha social fica a margem da sociedade, como também têm seus direitos corrompidos, ficando o sofrimento com terra fértil nesse impasse.

Além disso, é preciso atentar para o individualismo social como outra característica da adversidade. Na obra "Modernidade Líquida", de Zygmunt Bauman, é defendida a ideia que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência, a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez, que flui sobre a questão enfrentada pelos nativos, funciona como um forte impedimento para sua resolução, visto que seus costumes e tradições são ofuscados por ela e os fatores principais para a perpetuação da cultura aos futuros membros desse conjunto são negligenciados.

Urge, portanto, que o Estado, por meio de políticas públicas, demarquem as terras indígenas, e para implemento, delegue a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) o direito de aplicar sanções aos integrantes de grupos que deturparem essa ordem, bem como a obrigatoriedade, aos donos de terras que invadiram esses terrenos, de indenização aos indígenas que tiveram algum dano - seja físico ou moral, causado por eles, visando o verdadeiro cumprimento das leis e a preservação da cultura indígena no Brasil. Assim, o padrão de Direitos Humanos serão preservados influenciando positivamente à cultura e organização social dessa gente.
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