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Demarcação de terras e impactos na cultura indígena
O poema "Erro de português", de Oswald de Andrade, apresenta como característica a relação de domínio do colonizador com os índios. Nesse âmbito, além do contexto literário, a sociedade contemporânea ainda possui o conceito de superioridade aos povos indígenas,principalmente, no que tange às imposições nos territórios para a exploração e aculturação dos indivíduos presentes nas localidades. Dessa maneira, fatores administrativos e sociais devem ser considerados para que analisar o impasse da demarcação de terras no Brasil.
Em primeira análise, cabe pontuar a oposição das proteções indígenas concedidas na "Primeira República ", como regulamentação entre Estado e os índios e a criação de serviços de proteção. Destarte, no meio hodierno, apesar das políticas que visam na preservação do território, devido ao mercado que visa no lucro e a falta de fiscalização, os conflitos entre latifundiários e os povos é inerente, visto que, o desmatamento é uma das formas de agregação econômica no Brasil.Nessa perspectiva, tal ação promove a expulsão dos moradores, podendo causar a desestruturação , como ocorreu no período colonial com os incas e astecas.
Outrossim, é válido salientar que o procedimento de aculturação indígena viabiliza na ideia de supremacia, uma vez que a ideologia de superioridade e de que não possuem uma finalidade na coletividade, ratifica o ato discriminatório aos índios. Dessa forma, em contraste com o conceito de "homem cordial" da obra "Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, o indivíduo é um conjunto de todas as culturas na formação da civilização da sociedade, logo, o pensamento de hostilidade é errôneo,pois a população primitiva é a base para a existência social vigente. Assim, perpetua a inércia diante de tal situação, cedendo espaço para o crescimento da questão.
Torna-se evidente,portanto, que para erradicar os conflitos de terras indígenas, a Polícia Federal em parceria com a FUNAI devem promover periodicamente visitas e ,por meio de drones, fiscalizar as localidades demarcadas, a fim de assegurar a proteção contra as invasões de latifundiários e,também, promover centros ouvidoria para denúncias de exploração ilegal e agressões aos povos. Ademais, o Ministério da Cultura e ONGs culturais devem proporcionar ambientes culturais indígenas, aproximando a população aos hábitos e representação histórica dos indivíduos, valorizando os nativos e eliminando o pensamento de supremacia. Em suma, tais medidas possibilitarão a permanência dos povos indígenas presentes e a democratização da cultura presente.
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