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Crise penitenciária no Brasil

É notório que o aumento da violência e da criminalidade, nas últimas décadas, resultaram no crescimento da população carcerária no Brasil.Isso retrata, hoje, em uma crise penitenciária que implica no péssimo funcionamento das prisões, como órgãos responsáveis pela reabilitação social dos infratores.Dentre as principais causas para essa situação, temos a superlotação e a falta de infraestrutura e administração adequadas na maioria dessas instituições.
Primeiramente, é relevante destacar que o Brasil abriga o quarto maior contingente carcerário do mundo.Tal fato está atrelado a lentidão do Poder Judiciário em efetuar o julgamento tanto de casos simples, como o porte de drogas ilícitas, quanto de casos mais graves, como o homicídio.Diante disso,durante a espera da sentença, a permanência de indivíduos que cometeram pequenos delitos em celas que estão presentes bandidos de alta periculosidade e associados a facções criminosas. Aqueles ficam vulneráveis a influência desses grupos, de maneira que os insere de vez no '' mundo do crime'', tornando-se um círculo vicioso de violência na sociedade.
Além disso, a má administração das prisões brasileiras junto a precária infraestrutura desses locais contribuíram para o agravamento da atual crise. Esses fatores refletem, por exemplo, na ausência de campanhas e atividades , que tenham o objetivo a reinserção dos prisioneiros no convívio social e no mercado de trabalho.Diante de tal descaso do Poder Público, os grupos criminosos ganharam força e se expandiram para prisões de diferentes regiões do país.Prova disso foram as recentes rebeliões e as guerras entre facções rivais, que terminaram em várias morte brutais.Dessa forma , urge a necessidade de um maior empenho do Estado e da sociedade para solucionar esse problema.
Cabe, portanto, ao Ministério da Justiça, em parceria com o Ministério Público, não somente promover concursos para a contratação de defensores públicos e juízes, como também promover mutirões carcerários para acelerar processos ainda pendentes.Este também deve, por meio da parceria público privado promover a implantação de programas que capacitem os infratores para o mercado de trabalho.Ademais, as ONGs, engajadas na defesa dos Direitos Humanos, junto a sociedade civil devem exigir dos magistrados uma maior aplicação das penas alternativas, por meio de campanhas nas redes e mídias sociais e petições online, a fim de reduzir o encarceramento desnecessário.
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