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Crise penitenciária no Brasil

"Olho por olho, dente por dente", a Lei de Talião registrada na forma de escrita mais antiga da humanidade revela a rigorosa reciprocidade entre pena e crime. No contexto atual, a prisão tem como ideal punir e educar afim de ressocializar o cidadão, porém não há dúvida da deficiência desse sistema- estrutura, serviços básicos, ociosidade do preso, formação de gangues- são alguns exemplos, reflexo do descaso do poder público.
A realidade dos presídios brasileiros é preocupante. Haja vista, a superlotação onde há cerca do dobro de pessoas recomendado, poderia ser evitado se houvesse ações judiciais e julgamentos mais rápidos ou até penas alternativas. Como consequência do aumento de presos, segundo o Ministério da Justiça, faz do Brasil a quarta maior população carcerária do mundo, que lida com estruturas inadequadas, contaminação de doenças como o HIV, péssimas condições de higiene e alta violência, contrapondo com sua função real de correção.
Desse modo, é claro que o sistema prisional sofre com a má administração. De tal forma, à falta de investimentos e recursos direcionados a esse grupo cria um meio de proliferação de valores negativos, onde muitas vezes o indivíduo sai mais corrompido do que entrou. Segundo Foucault em " Vigiar e Punir" o trabalho como obrigação e direito aliado à educação penitenciária, tem o objetivo de gerar corpo úteis e dóceis. Assim, o papel do Estado na ressocialização do preso é indispensável, afim que não comentam mais crimes.
A crise penitenciária, portanto, faz necessárias medidas urgentes pelo Governo Federal em construir mais prisões, treinar e qualificar as esquipes técnicas, além da ajuda de ONGs com apoio psicológico e social. Ademais, junto com a iniciativa privada criar postos de trabalho gerando renda e autonomia, para enfim tornar a prisão um lugar menos hostil e mais transformador.
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