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Crise hídrica no Brasil

 Na obra "Vidas Secas" de Graciliano Ramos, é narrada a história de um grupo de retirantes sertanejos, os quais, afetados pela seca e miséria enfrentam tristes momentos de estiagem ao longo de suas jornadas. Na narrativa, evidencia-se a deturpada fuga da família em razão da escassez de água, buscando uma melhor qualidade de vida. Não obstante, há, hodiernamente, uma lamentável crise hídrica persistente em território nacional, isso se deve, essencialmente, ao consumo desenfreado de água e às altas reservas de abastecimento em usinas hidrelétricas.

 

 Deve-se analisar, primeiramente, que o desperdício de água gera graves consequências à população. Em torno disso, Tales de Mileto afirma que tudo é composto de água e toda forma de vida é surgida a partir dessa matéria. Sob esse viés, o percentual de água doce no planeta são somente 3%, o restante constitui em salgada, porém, o homem pouco valoriza essa fonte de riqueza e sustentabilidade social. Por conseguinte, em detrimento do uso excessivo desse benefício pela sociedade, em alguns pontos do País — como no Rio Grande do Sul — a falta de água em ambientes domésticos e agriculturais persistem e o sofrimento da agremiação é dado por carência de conscientização e ausência dessa benesse matéria. Além disso, desastres ambientais ocorre devido à desinformação social dos indivíduos acerca da temática, destituindo em larga escala o meio natural.

 

 Ademais, as empresas perpetuam em reservar altas quantidades de águas voltadas para a produção de energia e, também, para fins lucrativos. Dessa maneira, o governo descumpre as leis — no que diz respeito ao artigo (6°) da Constituição Federal de 1988 — a qual garante aos cidadãos, pleno acesso à água potável e ao saneamento básico, mas as demandas de abastecimento em usinas contribuem para que esses direitos permaneçam no papel. Em consequência disso, as ações corporativas negligenciam essas normas, gerando um efeito catastrófico em relação aos princípios sociais. Não somente empresas, governos públicos também, a exemplo: a cidade do México, que por tirar muitas quantidades de água subterrânea, corre o risco de desabamento. Pois, de acordo com o filósofo Hans Jonas, o mundo precisa ser sustentável porque se deve pensar nas futuras gerações.

 

 Portanto, diante dos aspectos conflitantes relativos à crise hídrica no Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Regional deve agir por intermédio de palestras que alertem a população brasileira sobre o uso adequado da água — para evitar futuramente a escassez desse recurso — que é tão importante para o bem-estar social. Isso deverá ocorrer por transmissões em redes de comunicação e televisionais para estimular os indivíduos a interagirem com debates críticos. Paralelamente, o Poder Judiciário deve fiscalizar semestralmente, através de relatórios, as usinas que descumprirem as normas asseguradas na Magna Carta, com o fito de limitar as reservas de abastecimento de água podendo, assim, evitar futuras crises nesses setores. Feito isso, a realidade distanciar-se-á da obra e não será vivenciada.

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