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Crise hídrica no Brasil

       A crise hídrica, retratada de forma crítica no livro Vidas Secas de Graciliano Ramos, assola muitas regiões do Brasil, causando a sede, a fome e a miséria. É imprescindível, portanto, que seja garantido um combate efetivo à falta de água por parte do Poder Público. Entretanto há obstáculos para a erradicação desse entrave no país: Por um lado, a desigualdade regional característica do país, e por outro, a falta de planejamento das gestões públicas.


      Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a desigualdade regional do país representa um grande dificultador da garantia de água em regiões pobres do país. O processo de formação e urbanização do Brasil ocorreu de tal forma que reflete claramente as cisões e inequidades sociais nacionais, assim como salientou Florestan Fernandes em Sociedade de Classes e Subdesenvolvimento. Dessa forma, observa-se uma grande defasagem na infraestrutura de muitas áreas, tornando mais difíceis e caras as ações do Poder Público contra a falta de água nesses locais. Logo, torna-se claro o efeito dessas desigualdades para o acirramento da crise hídrica nas regiões mais pobres, como o Nordeste e Norte.


       Além disso, age, também, como dificultador da garantia de água para todos, a falta de planejamento público. Os centros urbanos do país são responsáveis por uma produção gigantesca de esgoto, do qual, segundo especialistas, 70% é reutilizável se tratado. Entretanto, por falta de interesse do Poder Público, esse potencial de reuso da água é deixado de lado. Dessa forma, observa-se que a crise hídrica nas grandes cidades se tornaria mais amena se houvessem ações efetivas da gestão pública para seu combate.


         É imprescindível, portanto, que o Poder Público passe a garantir o acesso à água de forma universal. Isso posto, cabe à União, por meio da Lei Orçamentária Anual, a qual regula os gastos públicos, direcionar mais fundos para pesquisas de soluções mais eficientes e baratas para o combate da crise hídrica em regiões pobres, com o intuito de amenizar a falta desse recurso natural nessas áreas. Além disso, cabe ao Ministério Do Desenvolvimento Regional, por meio da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, iniciar políticas de tratamento dos esgotos urbanos para reuso doméstico, com o intuito de diminuir os gastos de águas das cidades. Certamente com tais medidas, o Estado estará mais próximo de garantir a todos a água, a essência da vida.

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