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Crise hídrica no Brasil

      De acordo com a Declaração da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, o acesso à agua e ao saneamento básico é um direito humano essencial, o qual figura entre as principais necessidades à sobrevevência de uma pessoa. No Brasil, percebe-se que esse direito não é plenamente respeitado, dadas as recorrentes crises hídricas no país. Desse modo, é possível perceber que a instabilidade na disponibilidade desse recurso é maléfica para a população, haja vista que acarreta tanto em prejuízos econômicos, quanto em sociais.


       Antes de tudo, parafraseando o sociólogo brasileiro Betinho, um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo pela ciência, mas sim pela sua cultura. Depreende-se, através dessa ideia, que a herança cultural brasileira contribui para a consolidação do problema hídrico, tendo como base as velhas práticas de corrupção e má administração, que convergem para a construção de sistemas infraestruturais ineficientes. A crise no sistema hídrico é maléfica, sobretudo, para a economia, posto que uma das principais matérias-primas da indústria é a água.


     Ademais, de acordo com a Sabesp, o nível do reservatório da Cantareira era de apenas 6% em maio de 2014. Nesse sentido, permite-se inferir que a carência do recurso hídrico decorre da incapacidade governamental na gestão das fontes aquáticas, visto que o Brasil é possuidor das duas maiores bácias hídricas do planeta. Nesse ínterim, além dos prejuízos financeiros, ainda há a possibilidade de problemas sociais, tendo em vista que muitos setores, dentre eles o hospitalar, dependem do fornecimento de água para a manutenção de suas atividades.


        Desse modo, a intento de se evitar o solapamento de direitos essenciais, como o acesso à água e ao saneamento básico, medidas se fazem necessárias para contornar essa tribulação. Dessa maneira, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Infraestrutura, deve fomentar a criação de um órgão público que tenha como objetivo o aprimoramento dos sistemas de captação hídrica, de modo a se ter uma reserva suficiente para o consumo nacional. Além disso, a nova instituição deverá atuar em consonância com o IBGE, no recolhimento de dados acerca da hidrografia e relevo brasileiros. Logo, através da redução do número de crises no sistema de abastecimento de água, será possível a construção de uma sociedade que respeite os direitos individuais, bem como mencionados pela ONU.


 

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