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Crise hídrica no Brasil

            Consoante a Constituição Federal de 1988, competem ao Estado e à coletividade preservarem o equilíbrio do meio ambiente mediante ações sustentáveis. No entanto, quando se observa a crise hídrica, no Brasil, atualmente, nota-se que, em razão da inoperância governamental e da imprudência coletiva, fatores como o desmatamento e a poluição de corpos hídricos atuam na persistência de tal problemática, fato esse que, por sua vez, evidencia o não cumprimento de um dever previsto na Carta Magna brasileira.


            A princípio, cabe pontuar que a inércia estatal, no que tange à implementação de políticas de sustentabilidade, é um dos principais motivadores do problema da crise hídrica no país, uma vez que a negligência acerca da proteção dos recursos naturais é responsável pela manutenção de ações que agridem o meio ambiente. Nesse âmbito, vale ressaltar o desmatamento como um fator preponderante à escassez de água em determinadas regiões brasileiras. Uma prova disso está na dependência em que certas regiões nacionais possuem da Floresta Amazônica – afetada constantemente por queimadas irregulares –, que, por meio do processo de evapotranspiração realizado pela vegetação, atua como uma grande distribuidora de água pelo país, fato que ratifica sua relação com a crise em questão e, também, evidencia a necessidade de preservação das matas. Desse modo, depreende-se que existe a indispensabilidade de, por meio de políticas públicas, atenuar esse impasse.


            Além disso, convém frisar que a poluição dos corpos hídricos, intensificado pela inoperância do Estado e pela irresponsabilidade coletiva, também impulsiona a crise hídrica brasileira, haja vista que o excesso de poluentes nas águas impossibilita seu uso para o consumo e dificulta o seu processo de tratamento. Nesse sentido, cabe citar a máxima do filósofo francês Serge Latouche, a qual externa que a postura negligente no que se refere à utilização dos recursos naturais é uma ameaça ao futuro e à manutenção da vida no planeta, visto que tais recursos são finitos e indispensáveis à humanidade. Dessa forma, ao analisar a afirmativa de Latouche, infere-se que é necessário mudar essa realidade de imprudências, para que, então, se garanta o bem-estar das gerações atuais e futuras.


            Logo, a partir dos argumentos mencionados, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente crie projetos que visem mitigar essa problemática. Com base nessa premissa é primordial que, por intermédio de políticas de preservação ambiental, ocorra um aumento na fiscalização de zonas comumente afetadas pelas queimadas irregulares, com objetivo de atenuar os impactos causados pelo desmatamento à distribuição de águas provenientes da chuva. Para mais, recorrendo às propagandas midiáticas, é conveniente promover a difusão de campanhas de conscientização social acerca das consequências do uso inadequado dos recursos hídricos, com a finalidade de atenuar o problema em questão. Tudo isso com o propósito de que o tecido social, enfim, se beneficie de um direito constitucional e indispensável à vida – a garantia do equilíbrio ambiental.

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