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Criptomoedas e impactos na economia

                                                          Revolução monetária


         Os sumérios são uma das antigas civilizações conhecidas da Mesopotâmia. Por serem um povo muito dedicado ao comércio, surgiu a necessidade de registrar as transações financeiras, criando-se, assim, a escrita cuneiforme. De maneira análoga, por vivermos em um mundo tecnológico, o sistema financeiro tem se adaptado às novas exigências de uma sociedade globalizada. Nesse contexto, criaram-se as moedas virtuais, cujo forte potencial de revolucionar a economia cabe a ser analisado.


         Em primeiro plano, as transações contam com a inexistência de uma autoridade monetária, o que pode gerar desconfiança e receio dos indivíduos em fazer a utilização das moedas virtuais. Com o surgimento do capitalismo financeiro, no começo do século XX, a economia passou a ser dominada pelas instituições financeiras. Logo, por não existir um banco como intermediário e nenhuma regulamentação específica, as transações com moedas virtuais aparentam ser menos seguras e mais favoráveis a atividades ilícitas. Dessa forma, com a confiança depositada inteiramente em instituições financeiras e sem possuir o prévio conhecimento de como funcionam, o indivíduo perde a oportunidade de desfrutar de um serviço que o concede maior autonomia.


         Ademais, outro ponto de relevância diz respeito à agilidade e à privacidade que as transações com moedas virtuais prometem garantir aos envolvidos. Devido a tecnologia blockchain, que caracteriza uma das principais moedas virtuais – os bitcoins –, as operações são feitas de maneira direta, criptografada e sem burocracia. A princípio, o anonimato que caracteriza o sistema se mostra arriscado, mas a verdade é que é possível visualizar todas as transações feitas, pois as informações ficam armazenadas em todos os computadores que utilizam essa tecnologia. Sendo assim, como aponta o filósofo Lipovetsky, é preciso ser mais moderno que o moderno, e as moedas virtuais certamente estão inovando o funcionamento dos sistemas financeiros ao redor do mundo.


         Diante dos fatos mencionados, é preciso buscar medidas que tornem o uso das moedas virtuais mais seguro e entendível a todos. Para isso, o Ministério da Economia, em parceria com empresas que atuam no mercado financeiro, devem criar propagandas midiáticas que disseminem informações sobre o funcionamento do sistema, as quais devem incluir especialistas na área econômica e em direito digital, a fim de que a população seja instruída a utilizar as moedas virtuais com clareza e responsabilidade. Paralelamente, deve-se criar órgãos governamentais que atuem na fiscalização do sistema e na validação das operações, com o objetivo de transparecer maior segurança aos usuários. Desse modo, a sociedade poderá usufruir das criptomoedas da melhor forma e, diferentemente do que tem ocorrido desde o século XX, dependerá cada vez menos das instituições financeiras.

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