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Criptomoedas e impactos na economia

Na história do dinheiro, nota-se a evolução do sistema de meio de trocas de produtos e serviços. Inicialmente usava-se o escambo para o comércio, já no sec. VII a. C. surgiram as primeira moedas e hoje, no sec. XXI já se pode presenciar a existência de moedas virtuais. Esse novo sistema proporcionou para algumas pessoas, uma certa facilidade em acessar esse capital, visto que o dinheiro se concentra na mão de poucos. Por outro lado, devido à possibilidade de se ocultar dados na internet, as criptomoedas podem facilitar a lavagem de dinheiro e a corrupção.


Criada em 2009, a primeira moeda digital, o Bitcoin, desencadeou uma série de criação de novas criptomoedas e juntamente com seu crescimento elas ganharam muitos investidores. Um dos motivos de seu sucesso é que não existe a mediação de um terceiro de confiança como há nos bancos e isso permite que transações financeiras sejam feitas sem taxas bancárias. Esse fator permitiu que um terço da população do Quênia recebesse Bitcoins de familiares que trabalham fora do país, por um sistema chamado M-Pesa. Para Adam Smith, economista britânico, a riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza do príncipe. Dessa forma, pode-se dizer que o Quênia tornou-se mais rico.


É preciso, porém, reconhecer que existem falhas nesse sistema financeiro, como o fato de os donatários das criptomoedas poderem manter seu anonimato. Devido à isso as chances de haver corrupção nesse meio são grandes. Ademais, existem países que já aderiram as criptos em seu governo, como é o caso da Venezuela que lançou o Petro, criptomoeda lastreada no petróleo. Dessarte, é notório que, historicamente, dinheiro somado à Estado é igual corrupção.


Diante do exposto, torna-se necessário que melhorias sejam feitas no sistema de moedas virtuais. Para isso, os mineradores das criptomoedas devem exigir dados transparentes dos potenciais investidores. Essa ação deve ser feita por meio de um cadastro que contenha informações pessoais e ainda dados financeiros como, por exemplo, a origem do dinheiro investido, com o objetivo de tornar as transações financeiras mais confiáveis e, assim, prevenir que haja desvio e omissão de dinheiro.

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