O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Crimes cibernéticos no Brasil

A internet foi uma das maiores invenções do século XX. Planejada durante a 2ª Guerra Mundial, esta tecnologia se diversificou e, hodiernamente, faz parte do cotidiano da maioria dos cidadãos. Todavia, com sua popularização também vieram as diversas atividades criminosas que ela possibilita. Diante disso, cabe dissertar sobre as razões dos crimes cibernéticos serem um entrave no cenário brasileiro. Dentre estas, vale destacar a falta de estrutura policial no combate a estes crimes, bem como o despreparo dos usuários da internet.


Em primeiro plano, este problema é bastante contemporâneo e, em decorrência disso, ainda há grande despreparo em seu enfrentamento. Nesse sentido, uma política criminal voltada a ele só começou a ser estabelecida em 2001, na Convenção de Budapeste sobre o Cibercrime, e, embora existam leis brasileiras que abarquem estas situações, observa-se o despreparo do executivo em efetivá-las. Assim sendo, o delegado Claudionor Rocha, no livro "Crimes cibernéticos: desafios da investigação'' aponta a falta de profissionais especializados nas ferramentas virtuais e de tecnologia de investigação como as principais barreiras para a melhor resolução destes crimes. Diante disto, nota-se a urgência de melhor preparo no executivo, frente a inaceitável ineficiência deste em um país de altos investimentos em segurança.


Outrossim, é destacável a ignorância dos cidadãos em relação ao mundo virtual. Nesta perspectiva, o relatório de Privacidade Global 2020 apontou que significativo percentual dos brasileiros não são conscientes de como seus dados são usados na internet. Deste modo, é pertinente a avaliação do sociólogo Émile Durkheim, de que "o indíviduo só podera agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido". Portanto, tal conjuntura se deve a ausência de uma educação tecnológica nas escolas e no ingresso precoce aos ambientes virtuais, resultando em pessoas desprevenidas e imperitas. Consequentemente, os crimes cibernéticos crescem e fazem mais vítimas, sendo mais de 130 mil apenas em 2018, dados do Ministério Público Federal.


Perante o exposto, urge que o Ministério da Educação, mediante a alteração da base comum curricular, ofereça o estudo no ensino fundamental acerca das tecnologias virtuais e seus riscos, com o auxílio de profissionais e ferramentas como programas e jogos, visando educar crianças e adolescentes. Espera-se que, assim, a fala de Durkheim se efetive e os crimes cibernéticos diminuam no país.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!