ENTRAR NA PLATAFORMA
Crimes cibernéticos no Brasil

   A Constituição Federal de 1988, com uma lei promulgada em 2012, determina que a violação da intimidade e da vida pessoal dos cidadãos na internet, sem o consentimento destes, é tida como crime. Diante disso, a detenção é a principal condenação. Contudo, é notório perceber que o decreto constitucional apresenta falhas, tendo em vista que o número de crimes cibernéticos no Brasil aumentou. Dessa forma, entende-se que a busca inerente por dinheiro, bem como a falsa segurança tecnológica colaboram para o aumento dos delitos na web.


  Em primeiro lugar, é válido ressaltar que muitos indivíduos, ao exporem alguém, buscam apenas obter lucro. A série televisiva “Control Z”, por exemplo, conta a história de jovens que tiveram suas intimidades pessoais expostas na internet e, ao descobrirem quem era o infrator, souberam que ele expôs os colegas por causa de dinheiro. Paralelamente, percebe-se que o acontecimento do seriado se assemelha aos do contexto brasileiro, uma vez que cresce o número de cibercriminosos que têm apenas interesses econômicos e, portanto, não ligam para as consequências nas vidas íntimas das vítimas. Dessa maneira, entende-se que, enquanto os criminosos da web estão apenas interessados em bens materiais – dinheiro, os prejudicados tendem a ficar bastante afetados – principalmente com relação à saúde mental.


  Ademais, outro fator que corrobora para crimes na internet é a falsa segurança tecnológica. Segundo o professor e coordenador do Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas, André Miceli, existe o paradoxo entre seguridade e liberdade no meio digital, já que quantos mais livres estivermos, menos seguros estaremos. Nesse viés, muitos cidadãos, ao acreditarem que estão mais seguros utilizando aparelhos móveis modernos, entram em sites e aplicativos desconhecidos utilizando senhas pessoais. Logo, acabam “caindo” em golpes, visto que, geralmente, utiliza-se a mesma senha para tudo - e os criminosos sabem disso. Desse modo, a desinformação sobre o que é ou não confiável colabora para o aumento de crimes cibernéticos no Brasil.


   Destarte, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Nesse contexto, urge que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação – órgão responsável pela modernização dos meios tecnológicos do Brasil – crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias em redes socais que detalhem sobre como verificar se um aplicativo ou site é seguro para utilizar informações pessoais e, também, sugerir que os cidadãos sempre utilizem diferentes senhas para ficar ainda mais seguro. A fim de diminuir o número de crimes aplicados na internet. Outrossim, investir em programas digitais que achem mais rapidamente os indivíduos que cometeram as infrações na web e, além disso, dizer que nenhum dinheiro ganho, ao cometer o crime, poderá livrá-los da punição. Somente assim, mais cibercriminosos pagarão pelos seus atos conforme prevê a Constituição.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!
Message comes here!
Aguarde