O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

Crimes cibernéticos no Brasil

Desde o escândalo de Edward Snowden de 2013, dissidente da Agência de Segurança Americana (NSA na sigla em inglês), o mundo passou a olhar com mais cuidado para a questão de privacidade na internet. Isso se deu sobretudo porque a sensação de estar sendo observado pelas agências de inteligência americanas pela webcam do próprio notebook ou celular, ou de estar sendo manipulado pelo turbilhão de informações, que são as redes sociais, passou a estar mais presente na sociedade e, sobretudo, nos governos. Desse modo, fica evidente a necessidade de discutir os desdobramentos da vigilância massiva dos Estados Unidos sobre o mundo tanto no âmbito individual quanto na perspectiva da soberania dos países da periferia do capitalismo, como o Brasil.


 


No filme "Snowden", quando o ex-agente da NSA encontra o jornalista Glenn Greenwald em Hong Kong para transferir documentos que provavam que a inteligência americana estava espionando o mundo massivamente, Snowden pediu para que o jornalista colocasse seu celular na geladeira. Segundo o especialista em tecnologia, o isolamento metálico da geladeira impediria que a CIA ou NSA remotamente transformassem o telemóvel em uma escuta. Isso é possível desde que o chamado "Patriot Act" foi aprovado nos EUA, após o suposto atentado de 11 de Setembro de 2001. Esta Lei americana basicamente permite livre acesso do governo dos EUA aos dados das gigantes de informática que dominam o ocidente, como Microsoft (Windows), Google (detentora, além do famoso site de busca, do Gmail, Youtube e Android) e Facebook (detentora de empresas como WhatsApp, Instagram etc). Desse modo, fica mais que evidente que o governo dos EUA não apenas pode acessar os dados de todos os indivíduos do mundo, como prova o "Patriot Act", como também o fazem, como prova os documentos de Edward Snowden. Isso poderia, por exemplo, ser objeto de um controle em massa da população por meio de coação, em um possível estado de exceção, ou por meio de dossiês.


 


Um dossiê nada mais é que um documento com informações sensíveis sobre um indivíduo ou de uma instituição. Ter o monopólio e livre acesso de quase toda informação circundante no planeta pode ser base de uma indústria de dossiês - e os EUA podem estar praticando isso. Isso pode acontecer desde uma coação sobre um ministro de um tribunal superior que esconde sua homossexualidade, sobre um dono de emissora que envia remessas ilegais para fora do país e poderia ser preso por isto, ou até mesmo de ameaça direta ao presidente da república, obrigando-o a fazer alinhamentos geopolíticos que vão contra os interesses nacionais. A Rússia e a China, países que não se submetem aos ditames de Washington, possuem suas próprias redes sociais, aplicativos de conversa, de pesquisa e possuem a chamada soberania de internet, o que impedem de serem "hackeadas" pelos EUA, o que é possível, como aponta os documentos da NSA vazados por Edward Snowden. 


 


Tendo em vista que o globo pode ser refém dos EUA por meio de dossiês, o Brasil precisa tornar soberana a sua internet. Isso pode ser feito estatizando o sistema bancário e de informação por meio do aparato tecnológico que ainda há nas universidades públicas do país, com o apoio de um governo realmente nacionalista - a China prova diariamente que isso pode ser feito com sucesso. Desse modo, pessoas cujas decisões individuais determinam o rumo político do país poderão se libertarem das coações com base em dossiês e dedicarem-se ao futuro da nação brasileira. 


 

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!